Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Mulher de 33 anos, após investigação minuciosa, teve diagnóstico fechado de endometriose e foi medicada com GnRH, que lhe trouxe complicação. O efeito adverso associado a esse tratamento é:
Agonistas GnRH → hipoestrogenismo → osteopenia/osteoporose.
O tratamento da endometriose com agonistas do GnRH induz um estado de hipoestrogenismo, mimetizando a menopausa. Esse estado de deficiência estrogênica é a principal causa de efeitos adversos a longo prazo, como a perda de densidade mineral óssea (osteopenia ou osteoporose).
Os agonistas do GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) são medicamentos amplamente utilizados no tratamento da endometriose, miomas uterinos e puberdade precoce. Sua ação inicial é de estimulação, seguida por uma dessensibilização e down-regulation dos receptores de GnRH na hipófise, resultando na supressão da produção de gonadotrofinas (FSH e LH) e, consequentemente, na redução drástica dos níveis de estrogênio e progesterona. Este estado de hipoestrogenismo induzido é o mecanismo terapêutico para doenças estrogênio-dependentes. A supressão estrogênica, embora eficaz no controle da doença, mimetiza a menopausa e é responsável pela maioria dos efeitos adversos. Os sintomas vasomotores (fogachos), secura vaginal, alterações de humor e diminuição da libido são comuns. No entanto, a complicação mais séria a longo prazo é a perda de densidade mineral óssea, que pode levar à osteopenia e osteoporose, aumentando o risco de fraturas. Para mitigar a perda óssea e outros efeitos adversos, a terapia "add-back" (adição de baixas doses de estrogênio e progesterona) pode ser considerada, especialmente em tratamentos prolongados (>6 meses), sem comprometer a eficácia terapêutica na endometriose. O monitoramento da densidade óssea e a suplementação de cálcio e vitamina D são medidas importantes na gestão dessas pacientes.
Os principais efeitos adversos dos agonistas GnRH são decorrentes do hipoestrogenismo induzido, incluindo sintomas vasomotores (fogachos), secura vaginal, alterações de humor e, a longo prazo, perda de densidade mineral óssea (osteopenia/osteoporose).
Agonistas GnRH suprimem a produção ovariana de estrogênio, levando a um estado de hipoestrogenismo. O estrogênio é crucial para a manutenção da densidade óssea, e sua deficiência prolongada resulta em reabsorção óssea e, consequentemente, osteopenia ou osteoporose.
O monitoramento da densidade mineral óssea pode ser feito com densitometria óssea. Para prevenir a osteopenia, pode-se considerar a terapia "add-back" (baixas doses de estrogênio e progesterona) ou suplementação de cálcio e vitamina D, especialmente em tratamentos prolongados.
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