PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Sobre o tratamento da obesidade, assinale a alternativa CORRETA.
Agonistas GLP-1 são eficazes na obesidade, mas atenção a náuseas e risco ↑ de litíase biliar.
Agonistas do GLP-1 são medicamentos eficazes no tratamento da obesidade, promovendo saciedade e perda de peso. No entanto, é crucial monitorar efeitos gastrointestinais como náuseas e estar ciente do potencial aumento do risco de litíase biliar, especialmente em pacientes com perda de peso rápida.
A obesidade é uma doença crônica complexa, multifatorial, com crescente prevalência global e associada a diversas comorbidades graves, como diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia e doenças cardiovasculares. Seu tratamento é fundamental para melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade. O manejo da obesidade envolve mudanças no estilo de vida, terapia farmacológica e, em casos selecionados, cirurgia bariátrica. A fisiopatologia da obesidade é complexa, envolvendo desregulação de hormônios que controlam o apetite e a saciedade, como leptina, grelina e GLP-1. Os agonistas GLP-1 atuam mimetizando o hormônio incretina GLP-1, que é liberado em resposta à ingestão de alimentos. Eles promovem a saciedade, retardam o esvaziamento gástrico e, em alguns casos, aumentam a secreção de insulina de forma glicose-dependente. O tratamento farmacológico da obesidade é indicado para pacientes com IMC ≥ 30 kg/m² ou IMC ≥ 27 kg/m² com comorbidades, que não obtiveram sucesso apenas com mudanças de estilo de vida. Os agonistas GLP-1, como semaglutida e liraglutida, são opções eficazes, mas podem causar efeitos colaterais gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia) e, devido à perda de peso rápida, aumentar o risco de litíase biliar. O tratamento deve ser individualizado e monitorado por um profissional de saúde.
Os agonistas GLP-1 mimetizam o hormônio GLP-1, que retarda o esvaziamento gástrico, aumenta a saciedade central e reduz o apetite, levando à diminuição da ingestão calórica e perda de peso.
Náuseas, vômitos, diarreia e constipação são comuns, especialmente no início do tratamento. O manejo inclui titulação lenta da dose e orientação dietética.
Sim, a perda de peso rápida, independentemente do método, pode aumentar o risco de litíase biliar. Os agonistas GLP-1, ao promoverem perda de peso significativa, podem indiretamente elevar esse risco.
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