Efeitos Colaterais dos Agonistas Colinérgicos Diretos

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Assinale a alternativa correta em relação aos efeitos colaterais e complicações observadas em pacientes com uso tópico de fármaco agonista colinérgico de ação direta:

Alternativas

  1. A) Hipermetropização e vômitos
  2. B) Taquicardia e fotofobia
  3. C) Salivação excessiva e diarreia
  4. D) Hipertensão ocular e delírio

Pérola Clínica

Agonistas colinérgicos tópicos → Miose + Espasmo acomodativo + Sinais parassimpáticos (diarreia/sialorreia).

Resumo-Chave

Fármacos como a pilocarpina estimulam receptores muscarínicos, causando efeitos oculares (miose) e sistêmicos (estimulação de glândulas e motilidade GI) por absorção via ducto nasolacrimal.

Contexto Educacional

Os agonistas colinérgicos de ação direta, representados principalmente pela pilocarpina, atuam mimetizando a acetilcolina nos receptores muscarínicos. Na oftalmologia, são utilizados historicamente no tratamento do glaucoma de ângulo aberto e no fechamento angular agudo. No entanto, seu perfil de efeitos colaterais é amplo. Ocularmente, a miose pode reduzir a acuidade visual em pacientes com catarata central e o espasmo ciliar causa cefaleia frontal. Sistemicamente, a estimulação do sistema nervoso parassimpático leva ao aumento das secreções glandulares e da motilidade do trato gastrointestinal, justificando sintomas como sialorreia e diarreia.

Perguntas Frequentes

Quais os principais efeitos oculares dos agonistas colinérgicos?

Os principais efeitos oculares incluem miose intensa (contração do esfíncter da íris), espasmo de acomodação (contração do músculo ciliar), que pode causar miopização transitória e dor ocular/periocular, e redução da pressão intraocular através do aumento do escoamento do humor aquoso pelo trabeculado.

Por que ocorrem efeitos sistêmicos com o uso de colírios?

Os efeitos sistêmicos ocorrem devido à absorção do fármaco pela mucosa nasolacrimal e gastrointestinal (após drenagem pelo ducto lacrimal e deglutição). Como esses fármacos não sofrem metabolismo de primeira passagem hepática quando absorvidos pela mucosa nasal, podem atingir níveis plasmáticos suficientes para estimular receptores muscarínicos em outros órgãos.

Quais são os sinais de toxicidade sistêmica por pilocarpina?

A toxicidade sistêmica manifesta-se como uma crise colinérgica, caracterizada por salivação excessiva (sialorreia), sudorese (diaforese), náuseas, vômitos, diarreia, cólicas abdominais, bradicardia e broncoespasmo. Em casos graves, pode haver hipotensão e edema pulmonar.

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