CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
São efeitos dos agonistas colinérgicos:
Agonistas colinérgicos → Miose + Miopização + ↑ Secreções + Vasodilatação/Hipotensão.
Os agonistas colinérgicos mimetizam a ação do sistema parassimpático, promovendo contração do esfíncter da íris (miose), contração do músculo ciliar (miopização), aumento de secreções exócrinas e redução da resistência vascular periférica.
Os agonistas colinérgicos, ou parassimpaticomiméticos, são substâncias que atuam diretamente nos receptores muscarínicos e nicotínicos ou indiretamente através da inibição da acetilcolinesterase. Na prática clínica, são utilizados em diversas áreas, como na oftalmologia (pilocarpina para glaucoma) e na urologia (betanechol para retenção urinária). O entendimento da fisiologia do sistema nervoso autônomo é crucial para prever efeitos colaterais e interações medicamentosas. A tríade clássica de efeitos muscarínicos inclui bradicardia, miose e aumento de secreções (salivação, lacrimejamento, sudorese). A hipotensão arterial é um achado importante em doses sistêmicas devido à vasodilatação mediada pelo endotélio.
A miopização ocorre devido à estimulação dos receptores muscarínicos no músculo ciliar do olho. Quando este músculo se contrai sob influência colinérgica, as fibras zonulares relaxam, permitindo que o cristalino se torne mais esférico e aumente seu poder dióptrico. Isso desloca o ponto focal para frente da retina, facilitando a visão de perto, mas dificultando a visão de longe, o que caracteriza um estado de miopia induzida ou espasmo de acomodação.
Embora a maioria dos vasos sanguíneos não possua inervação parassimpática direta, eles expressam receptores muscarínicos (principalmente M3) nas células endoteliais. A ativação desses receptores por agonistas colinérgicos circulantes estimula a liberação de óxido nítrico (fator relaxante derivado do endotélio), que promove vasodilatação generalizada e consequente queda da pressão arterial sistêmica.
Devido aos seus efeitos sistêmicos, devem ser usados com cautela em pacientes com asma ou DPOC (causam bronconstrição e aumento de secreção brônquica), bradicardia sinusal, úlcera péptica (aumentam a secreção ácida gástrica) e obstruções mecânicas do trato urinário ou intestinal, onde o aumento do tônus muscular pode ser prejudicial.
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