CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Com relação aos agonistas colinérgicos, como a pilocarpina, é correto afirmar que:
Pilocarpina no glaucoma neovascular → Contraindicada por quebrar a barreira hematoaquosa e exacerbar a inflamação.
Agonistas colinérgicos como a pilocarpina agem diretamente nos receptores M3, mas seu uso é restrito devido a efeitos colaterais e contraindicações em olhos inflamados.
A pilocarpina, derivada do *Pilocarpus jaborandi*, foi o primeiro fármaco eficaz no tratamento do glaucoma. Embora tenha perdido espaço para os análogos de prostaglandina e betabloqueadores devido à posologia e efeitos colaterais, ainda é fundamental no manejo agudo do glaucoma de ângulo fechado (após a queda da PIO) para realizar a iridotomia periférica a laser.
A pilocarpina é contraindicada no glaucoma neovascular e em glaucomas uveíticos porque ela aumenta a permeabilidade da barreira hematoaquosa, exacerbando a inflamação intraocular. Além disso, a miose induzida pode favorecer a formação de sinéquias posteriores e o fechamento angular em olhos já comprometidos por membranas fibrovasculares.
A pilocarpina é um agonista colinérgico de ação direta que estimula os receptores muscarínicos M3 no músculo esfíncter da íris (causando miose) e no músculo ciliar. A contração do músculo ciliar traciona o esporão escleral, abrindo as malhas do trabéculo e facilitando o escoamento do humor aquoso.
Oculares: Miose severa (baixa visão noturna), espasmo de acomodação (miopização transitória e dor supraciliar) e risco de descolamento de retina. Sistêmicos: Sudorese, salivação excessiva, bradicardia e distúrbios gastrointestinais, embora raros com o uso tópico.
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