UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
A paciente RPM de 25 anos recebeu o diagnóstico de malformação dos ductos genitais, sendo a mesma portadora de agenesia mulleriana ou síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser. Em relação as anomalias mullerianas marque a opção correta.
Agenesia mulleriana clássica → vagina curta (2,5-5cm), ausência de útero, colo e porção superior da vagina.
A síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH), ou agenesia mulleriana, é caracterizada pela ausência congênita do útero e da porção superior da vagina, enquanto os ovários são geralmente normais. A vagina tipicamente apresenta uma profundidade reduzida, variando de 2,5 a 5 cm.
As anomalias mullerianas são malformações congênitas do trato reprodutivo feminino que resultam de um desenvolvimento anormal dos ductos de Müller durante a embriogênese. Essas anomalias podem variar desde a ausência completa de estruturas até a fusão ou reabsorção incompleta, impactando a fertilidade e a função sexual. A agenesia mulleriana, também conhecida como Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH), é uma das mais comuns. A Síndrome de MRKH é caracterizada pela ausência congênita do útero, colo uterino e da porção superior da vagina, enquanto os ovários são geralmente presentes e funcionantes, o que significa que as mulheres com MRKH têm características sexuais secundárias normais e cariótipo 46,XX. A vagina, nesses casos, apresenta uma profundidade reduzida, tipicamente entre 2,5 a 5 cm, formando uma fosseta vaginal. É um erro comum associar a agenesia mulleriana à ausência dos ovários. Os ovários se desenvolvem a partir de uma origem embriológica diferente dos ductos de Müller (do mesoderma intermediário), e, portanto, geralmente não são afetados na MRKH. A condição é frequentemente diagnosticada na adolescência devido à amenorreia primária em uma paciente com desenvolvimento puberal normal. O tratamento visa criar uma neovagina para permitir a relação sexual, geralmente por dilatação ou cirurgia.
A Síndrome de MRKH é caracterizada pela ausência congênita do útero, colo uterino e da porção superior da vagina, com ovários geralmente presentes e funcionantes, resultando em amenorreia primária em pacientes com desenvolvimento puberal normal.
Não, na agenesia mulleriana (MRKH), os ovários geralmente não são afetados. Eles se desenvolvem a partir de uma origem embriológica diferente dos ductos de Müller e, portanto, são tipicamente presentes e funcionantes, produzindo hormônios e ovulando.
O tratamento da agenesia mulleriana visa criar uma neovagina para permitir a relação sexual, sendo as principais abordagens a dilatação vaginal não cirúrgica e diversas técnicas cirúrgicas de vaginoplastia.
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