MedEvo Simulado — Prova 2026
Nicolas, um lactente de 10 meses de idade, é levado às pressas ao posto de salvamento de uma represa após ter sido encontrado submerso na água rasa por um período estimado de 2 minutos. Ao exame inicial, o paciente apresenta-se inconsciente, em apneia persistente e com cianose central generalizada. A avaliação do pulso braquial revela uma frequência cardíaca de 80 batimentos por minuto, com pulsos finos, mas perceptíveis. Não há evidências de trauma cervical. O socorrista dispõe de uma bolsa-válvula-máscara com reservatório de oxigênio. Com base nas diretrizes de suporte avançado de vida pediátrico (PALS) e no manejo do afogamento, a conduta imediata mais adequada é:
Lactente em apneia com pulso > 60 bpm → Ventilação de resgate (1 a cada 2-3s) sem compressões.
No afogamento pediátrico, a hipóxia é a causa primária da parada. Se houver pulso palpável > 60 bpm, prioriza-se a oxigenação e ventilação imediata para evitar a progressão para parada cardiorrespiratória.
O afogamento é uma das principais causas de morte acidental em crianças, caracterizando-se por uma cascata de hipóxia, hipercapnia e acidose. O manejo inicial foca na reversão imediata da hipoxemia. Em pediatria, a maioria das paradas cardíacas é de origem respiratória, o que torna a ventilação de resgate a intervenção mais crítica. O PALS enfatiza a avaliação rápida do pulso e da respiração. Se o pulso for > 60 bpm, a ventilação isolada é suficiente. Se < 60 bpm com má perfusão, as compressões são mandatórias.
As compressões torácicas devem ser iniciadas em lactentes e crianças se não houver pulso detectável ou se a frequência cardíaca estiver abaixo de 60 batimentos por minuto com sinais de má perfusão sistêmica, apesar de oxigenação e ventilação adequadas. No caso clínico apresentado, o paciente possui pulso de 80 bpm, o que indica apenas a necessidade de suporte ventilatório (ventilação de resgate) para reverter a hipóxia e a apneia, prevenindo a evolução para uma parada cardíaca hipóxica.
De acordo com as atualizações mais recentes do PALS (AHA), para lactentes e crianças com pulso presente mas esforço respiratório ausente ou ineficaz, a frequência recomendada de ventilação de resgate é de 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos (totalizando 20 a 30 ventilações por minuto). É fundamental observar a expansão torácica adequada e evitar a ventilação excessiva, que pode aumentar a pressão intratorácica e diminuir o retorno venoso.
Não. Manobras de compressão abdominal ou de Heimlich não devem ser realizadas em vítimas de afogamento, pois não removem a água dos pulmões de forma eficaz e aumentam significativamente o risco de regurgitação e aspiração de conteúdo gástrico. O foco deve ser exclusivamente na ventilação e oxigenação rápidas. A água aspirada no afogamento geralmente é em pequena quantidade e rapidamente absorvida pela circulação ou redistribuída.
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