IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024
Você caminha pela praia quando vê um grupo de pessoas ao redor de uma menina de aproximadamente 7 anos de idade. Ao se aproximar, percebe que a criança se encontra cianótica e é informado pelos familiares que ela acabou de ser retirada do mar pelo pai, após ser arrastada pelas ondas. Você prontamente avalia a criança, que se encontra em apneia, com pulso carotídeo facilmente palpável, com FC maior que 60 bpm. Após solicitar ao pai que acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, qual é a conduta a seguir?
Criança em apneia com pulso > 60 bpm após afogamento → Ventilação de resgate 1 ventilação a cada 2-3 segundos.
Em casos de afogamento pediátrico, a hipóxia é a causa primária da parada cardiorrespiratória. Se a criança está em apneia mas com pulso palpável e FC > 60 bpm, a prioridade é restabelecer a ventilação para corrigir a hipóxia e prevenir a progressão para parada cardíaca.
O afogamento é uma das principais causas de morte acidental em crianças, e a abordagem inicial rápida e correta é fundamental para o prognóstico. Diferentemente da parada cardíaca de origem primariamente cardíaca em adultos, no afogamento pediátrico, a sequência de eventos geralmente começa com hipóxia devido à aspiração de água, levando à parada respiratória, seguida por bradicardia e, finalmente, assistolia. Portanto, a correção da hipóxia é a prioridade máxima. Ao avaliar uma criança vítima de afogamento, a primeira etapa é garantir a segurança do socorrista e da vítima. Após a retirada da água, deve-se verificar a responsividade, a respiração e o pulso. No cenário descrito, a criança está em apneia, mas com pulso carotídeo palpável e frequência cardíaca maior que 60 bpm. Isso indica que o coração ainda está funcionando, mas a respiração está comprometida devido à hipóxia. Nesses casos, a conduta imediata é a ventilação de resgate. As diretrizes de Suporte Básico de Vida Pediátrico recomendam uma frequência de uma ventilação a cada 2 a 3 segundos (20 a 30 respirações por minuto) para crianças em parada respiratória com pulso presente. As compressões cardíacas só seriam iniciadas se o pulso estivesse ausente ou se a frequência cardíaca fosse inferior a 60 bpm, apesar de ventilações eficazes. A rápida oxigenação pode reverter a bradicardia e prevenir a parada cardíaca completa.
No afogamento pediátrico, a causa primária da parada cardiorrespiratória é a hipóxia. Portanto, a prioridade inicial é a ventilação. Recomenda-se iniciar com 5 ventilações de resgate antes de iniciar as compressões, se necessário, ou focar na ventilação se houver pulso.
As compressões cardíacas devem ser iniciadas se a criança estiver em apneia e sem pulso, ou se o pulso for palpável mas a frequência cardíaca for inferior a 60 bpm, apesar de ventilações adequadas. Se o pulso for > 60 bpm, a prioridade é a ventilação de resgate.
Para crianças em parada respiratória com pulso presente, a ventilação de resgate deve ser realizada na frequência de uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, o que corresponde a 20 a 30 respirações por minuto. Isso visa corrigir rapidamente a hipóxia.
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