HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Considere que vc presencia a retirada da piscina de uma criança de 4 anos que estava submersa e foi resgatada pelo grupo de salva-vidas do clube. Já está disponível equipamentos de resgate (D.E.A – Desfibrilador Externo Automático, balão-valva-máscara, cilindro de O2 e material para vias aéreas superior – cânula de Guedel), providenciado pelos salva-vidas. Neste cenário, das opções abaixo, qual a única opção que estaria CORRETA de acordo com os protocolos de reanimação no paciente pediátrico.
Afogamento pediátrico: priorizar ventilação. Se pulso presente mas parada respiratória, iniciar ventilação de resgate imediata.
Em vítimas de afogamento pediátrico, a hipóxia é a principal causa da parada cardiorrespiratória. Portanto, a prioridade é restabelecer a ventilação e oxigenação. Se houver pulso, mas o paciente estiver em parada respiratória, a ventilação de resgate deve ser iniciada imediatamente.
O afogamento pediátrico é uma emergência médica grave, sendo uma das principais causas de morte acidental em crianças. A fisiopatologia central do afogamento é a hipóxia, que ocorre devido à aspiração de água e/ou laringoespasmo, levando à insuficiência respiratória e, se não tratada, à parada cardiorrespiratória. A rapidez e a adequação do atendimento inicial são determinantes para o prognóstico. O diagnóstico de afogamento é clínico, baseado na história de submersão. A avaliação inicial deve focar na respiração e circulação. Em crianças vítimas de afogamento, mesmo que o pulso esteja presente, a parada respiratória é comum e requer intervenção imediata. A suspeita de hipóxia deve guiar todas as ações de reanimação. O tratamento inicial no afogamento pediátrico prioriza a ventilação. Se a criança não respira, mas tem pulso, deve-se iniciar imediatamente a ventilação de resgate com balão-valva-máscara e oxigênio suplementar. Se não houver pulso, a RCP deve ser iniciada com 5 ventilações iniciais, seguidas de ciclos de compressões e ventilações. O DEA deve ser utilizado se houver ritmo chocável, mas a correção da hipóxia é a prioridade. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo de submersão e à prontidão da reanimação.
A principal causa de parada cardiorrespiratória em vítimas de afogamento é a hipóxia, resultante da aspiração de água e laringoespasmo, que leva à insuficiência respiratória e, subsequentemente, à parada cardíaca.
Após garantir a segurança da cena, a prioridade é iniciar a ventilação. Se o paciente não respira mas tem pulso, iniciar ventilações de resgate. Se não há pulso, iniciar RCP com 5 ventilações iniciais seguidas de compressões e ventilações na relação 15:2 (para 2 reanimadores) ou 30:2 (para 1 reanimador).
O DEA deve ser usado se houver suspeita de ritmo chocável (FV/TV sem pulso). No entanto, a hipóxia é a causa primária, e a correção da hipóxia com ventilação e oxigenação é fundamental antes ou concomitantemente à desfibrilação, se indicada.
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