MedEvo Simulado — Prova 2026
Durante uma consulta de puericultura de rotina, a mãe de Pietro, um menino de 4 anos, demonstra preocupação com a segurança do filho, que se tornou muito ativo e curioso. O pediatra, ao realizar a orientação antecipatória, utiliza dados epidemiológicos para reforçar as medidas de prevenção de acidentes domésticos e de lazer. Considere a tabela abaixo com os dados de mortalidade por causas externas na infância: | Faixa Etária | Principal Causa de Morte Acidental (Brasil) | Medida de Prevenção Recomendada | | :--- | :--- | :--- | | Menores de 1 ano | Sufocação / Aspiração | Dormir em decúbito dorsal e berço livre de objetos | | 1 a 4 anos | **[X]** | Cercamento de piscinas e supervisão constante | | 5 a 14 anos | Trânsito (Atropelamento/Passageiro) | Uso de cadeirinha/assento de elevação e educação viária | Com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e nos dados epidemiológicos atuais, a causa que preenche corretamente a lacuna **[X]** é:
Crianças 1-4 anos + Água → Afogamento é a principal causa de morte acidental no Brasil.
O afogamento é a principal causa de morte por causas externas na faixa de 1 a 4 anos, exigindo barreiras físicas (cercas) e supervisão constante.
A orientação antecipatória é uma ferramenta fundamental da puericultura, permitindo que o pediatra preveja riscos baseados no desenvolvimento neuropsicomotor da criança. O afogamento representa uma tragédia epidemiológica no Brasil, sendo a segunda causa geral de morte acidental em crianças de 0 a 14 anos, mas a primeira no grupo de 1 a 4 anos. A fisiopatologia do afogamento envolve hipóxia rápida e parada cardiorrespiratória, tornando a prevenção primária (barreiras físicas e supervisão) muito mais eficaz do que o tratamento de emergência pós-evento.
Nesta faixa etária, a criança adquire grande mobilidade (andar e correr) e curiosidade, mas ainda não possui noção de perigo ou habilidades de natação eficazes. Além disso, a cabeça da criança é proporcionalmente mais pesada, facilitando a perda de equilíbrio ao se inclinar sobre baldes, vasos sanitários ou bordas de piscinas. O afogamento é rápido e silencioso, ocorrendo muitas vezes em poucos centímetros de água e em momentos de breve distração dos cuidadores.
As medidas de 'camadas de proteção' incluem: supervisão ativa e constante (distância de um braço), instalação de cercas perimetrais de no mínimo 1,20m com portões de fechamento automático em piscinas, esvaziamento de baldes e bacias após o uso, manter tampas de vasos sanitários fechadas e uso de coletes salva-vidas homologados em embarcações ou águas abertas. Boias de braço não são consideradas dispositivos de segurança confiáveis.
A epidemiologia das causas externas no Brasil mostra padrões claros: em menores de 1 ano, a sufocação (geralmente no ambiente de sono) é predominante. Entre 1 e 4 anos, o afogamento assume a liderança. A partir dos 5 anos e durante toda a idade escolar e adolescência, os acidentes de trânsito (atropelamentos e ocupantes de veículos) tornam-se a principal causa de óbito acidental.
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