SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Pode-se afirmar sobre os acidentes por submersão na infância:
A hipóxia é a alteração fisiopatológica central no afogamento, sendo a encefalopatia hipóxica a principal causa de morbimortalidade.
No afogamento, a interrupção da troca gasosa leva rapidamente à hipóxia cerebral e sistêmica. A lesão cerebral anóxica resultante é o fator mais crítico que determina o prognóstico neurológico e a sobrevida, independentemente do tipo de água aspirada.
Acidentes por submersão, comumente conhecidos como afogamento, representam uma das principais causas de morte acidental em crianças, especialmente na faixa etária de 1 a 4 anos. A prevenção é a estratégia mais eficaz, mas o conhecimento do manejo agudo é crucial. O afogamento é definido como o processo de sofrer comprometimento respiratório por submersão ou imersão em líquido. A fisiopatologia central do afogamento é a hipóxia. A interrupção da respiração leva rapidamente à hipoxemia, hipercapnia e acidose metabólica e respiratória. A hipóxia cerebral é a principal preocupação, resultando em encefalopatia hipóxica, que é a causa mais comum de morbimortalidade e sequelas neurológicas graves em sobreviventes. Embora a aspiração de água doce ou salgada possa ter diferenças teóricas (hemólise e hiperpotassemia com água doce, edema pulmonar com água salgada), na prática, a quantidade aspirada raramente é suficiente para causar distúrbios eletrolíticos ou hemodinâmicos clinicamente significativos que superem a gravidade da hipóxia. O manejo inicial foca na reversão da hipóxia e acidose. A respiração de resgate deve ser iniciada o mais rápido possível, mesmo na água rasa, se a segurança do socorrista for garantida. A prioridade é a oxigenação e ventilação, seguida pelo suporte circulatório. A fibrilação ventricular, quando ocorre, está mais frequentemente relacionada à hipóxia e acidose severas do que a distúrbios eletrolíticos primários. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo de submersão e à duração da hipóxia.
A principal complicação e causa de morte é a encefalopatia hipóxica, resultante da privação de oxigênio ao cérebro. A hipóxia sistêmica leva a danos neurológicos irreversíveis e falência de múltiplos órgãos.
Embora a aspiração de grandes volumes de água possa teoricamente causar distúrbios eletrolíticos (hiponatremia em água doce, hipernatremia em água salgada), na prática, a quantidade aspirada raramente é suficiente para causar alterações clinicamente significativas que exijam correção imediata, sendo a hipóxia a prioridade.
A conduta inicial mais importante é iniciar a ventilação de resgate o mais rápido possível, mesmo antes da retirada completa da água, se seguro. A prioridade é reverter a hipóxia e restabelecer a oxigenação e ventilação.
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