ENARE/ENAMED — Prova 2023
Você está de férias, na praia, quando se depara com um afogamento. A vítima está desacordada, parece ter 16 anos, aproximadamente, e está sendo retirada da água. Ela é colocada na areia, em decúbito dorsal, e você vai prestar o atendimento inicial. Uma ambulância já foi chamada e chegará em poucos minutos. Das alternativas a seguir, qual deve ser a sua próxima atitude?
Vítima de afogamento desacordada com pulso → posicionar em decúbito lateral para evitar aspiração.
Em vítimas de afogamento desacordadas que ainda possuem pulso e respiração, a principal preocupação é a aspiração de água ou vômito. Posicionar o paciente em decúbito lateral com a cabeça lateralizada ajuda a drenar líquidos da via aérea e previne a aspiração, enquanto se aguarda o suporte avançado.
O atendimento inicial a uma vítima de afogamento é uma situação de emergência que exige conhecimento e rapidez. A prioridade, após a segurança do socorrista e a retirada da vítima da água, é avaliar o nível de consciência, respiração e pulso. Para uma vítima desacordada, mas que ainda apresenta respiração e pulso, a principal preocupação é a prevenção da aspiração de água ou vômito. Nesses casos, a conduta correta é posicionar o paciente em decúbito lateral, com a cabeça lateralizada, para facilitar a drenagem de líquidos da via aérea e proteger contra a aspiração. É um erro comum tentar "tirar a água dos pulmões" com manobras como a de Heimlich ou compressões abdominais, pois estas são ineficazes e podem ser prejudiciais, aumentando o risco de vômito e aspiração. A estabilização cervical é importante se houver suspeita de trauma, mas a prioridade inicial em um afogamento sem evidência de trauma é a via aérea e a prevenção de aspiração.
Após garantir a segurança do socorrista e retirar a vítima da água, deve-se verificar a responsividade e a respiração. Se houver respiração e pulso, a próxima atitude é posicionar em decúbito lateral.
A Manobra de Heimlich não é eficaz para remover água dos pulmões e pode induzir vômito, aumentando o risco de aspiração pulmonar de conteúdo gástrico, o que agrava o quadro.
A ventilação de resgate é indicada se a vítima de afogamento não estiver respirando ou apresentar respiração agônica, sendo as ventilações prioritárias sobre as compressões torácicas se houver pulso.
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