Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Paciente de 18 anos se afoga em uma represa. Ao ser retirado da água, ele está consciente, apresenta estertores difusos em ambos os pulmões, e a pressão arterial está normal. Nesse momento, recomenda-se
Afogamento com estertores difusos e hipoxemia (mesmo consciente) → internação em UTI, O2 alto fluxo, monitorização rigorosa.
Pacientes vítimas de afogamento que apresentam sinais de comprometimento pulmonar (estertores difusos) e hipoxemia, mesmo que conscientes e com PA normal inicialmente, têm alto risco de desenvolver edema pulmonar não cardiogênico e insuficiência respiratória. A internação em UTI com oxigenoterapia de alto fluxo e monitorização intensiva é crucial para prevenir a deterioração.
O afogamento é uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em jovens. A fisiopatologia envolve a aspiração de líquido para as vias aéreas, resultando em lesão pulmonar aguda, remoção do surfactante, edema pulmonar não cardiogênico e hipoxemia. A gravidade varia desde casos leves com tosse até insuficiência respiratória grave e parada cardiorrespiratória. O diagnóstico é clínico, baseado na história de submersão. A avaliação inicial deve focar na via aérea, respiração e circulação. Pacientes que aspiraram água, mesmo que conscientes, podem desenvolver edema pulmonar tardio e hipoxemia progressiva. A presença de estertores difusos indica comprometimento pulmonar significativo. A conduta para vítimas de afogamento com comprometimento pulmonar, como o paciente do enunciado, exige internação em UTI. O tratamento inicial inclui oxigenoterapia de alto fluxo para corrigir a hipoxemia. A monitorização contínua é essencial para detectar piora respiratória ou hemodinâmica. A necessidade de expansão volêmica ou vasopressores deve ser avaliada individualmente, conforme a estabilidade hemodinâmica do paciente, pois a hipóxia e a acidose podem levar a disfunção miocárdica e choque.
No afogamento, a lesão pulmonar ocorre principalmente pela aspiração de água, que remove o surfactante, causa edema pulmonar não cardiogênico, inflamação e atelectasias, levando a distúrbios de ventilação-perfusão e hipoxemia.
A internação em UTI é indicada para pacientes com qualquer grau de comprometimento da consciência, hipoxemia (SpO2 < 90%), necessidade de oxigênio suplementar para manter SpO2 > 90%, sinais de edema pulmonar (estertores), instabilidade hemodinâmica ou acidose.
A expansão volêmica e o uso de vasopressores são indicados se houver instabilidade hemodinâmica (choque) associada ao afogamento, que pode ser causada por hipovolemia (se houver aspiração de água doce e hemólise) ou disfunção miocárdica secundária à hipóxia e acidose.
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