UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
A febre é uma queixa comum e responde por 25% ou mais de todas as consultas na emergência pediátrica. O grande desafio dos pediatras, no atendimento da criança com febre, está na diferenciação dos diferentes processos que podem levar à febre. Levando em conta o conhecimento sobre febre, é CORRETO afirmar que:
Medida de temperatura mais confiável em crianças: via oral ou retal.
A acurácia da aferição da temperatura é crucial na pediatria. Enquanto a temperatura axilar é comum, a oral e retal oferecem maior precisão, sendo preferíveis em situações onde a exatidão é fundamental para a conduta diagnóstica e terapêutica.
A febre é um sintoma comum e desafiador na pediatria, exigindo do médico um conhecimento aprofundado sobre sua fisiopatologia e manejo. A correta aferição da temperatura é o primeiro passo para uma avaliação adequada, sendo fundamental para diferenciar processos benignos de infecções graves. A via retal e oral são consideradas as mais precisas, refletindo melhor a temperatura corporal central, enquanto a axilar, embora prática, pode ser menos acurada. O diagnóstico de febre sem sinais de localização em lactentes e crianças pequenas é particularmente complexo, pois a apresentação clínica pode ser inespecífica. Nesses casos, a avaliação de exames laboratoriais como hemograma e proteína C reativa (PCR) é importante, mas valores normais não descartam completamente a possibilidade de infecção bacteriana grave, especialmente em menores de 3 meses. A decisão de investigar e tratar deve considerar a idade, o estado geral da criança e a presença de fatores de risco. O manejo da febre em crianças envolve não apenas o tratamento sintomático, mas também a investigação da causa subjacente. É crucial orientar os pais sobre os sinais de alerta e a importância do acompanhamento médico. A vigilância para infecções bacterianas graves é prioritária, e a experiência clínica do pediatra, aliada a protocolos bem definidos, é essencial para garantir a segurança e o bem-estar do paciente pediátrico.
A definição de febre varia ligeiramente, mas geralmente é acima de 37,3°C axilar ou 38°C retal. É crucial considerar a via de aferição para um diagnóstico preciso.
A temperatura retal reflete melhor a temperatura corporal central, sendo menos suscetível a variações ambientais ou superficiais do que a axilar, por exemplo.
Uma aferição imprecisa pode levar a subestimação ou superestimação da febre, atrasando o diagnóstico de infecções graves ou gerando ansiedade desnecessária nos pais.
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