PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Sobre a hipertensão na gestação, assinale a alternativa correta:
Aferição correta da PA em gestantes obesas → usar manguito adequado para evitar superestimação.
O tamanho do manguito de pressão arterial é crucial para uma aferição precisa, especialmente em pacientes obesas. Um manguito pequeno pode levar a leituras falsamente elevadas, resultando em diagnósticos incorretos e intervenções desnecessárias, como a investigação de pré-eclâmpsia.
A hipertensão na gestação é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, afetando cerca de 5-10% das gestações. Compreender seus diferentes tipos, como hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e hipertensão crônica, é crucial para o manejo adequado. A aferição correta da pressão arterial é o primeiro passo para um diagnóstico preciso, sendo fundamental para evitar intervenções desnecessárias ou tardias. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial e placentária, levando a vasoconstrição e danos a múltiplos órgãos. O diagnóstico diferencial entre os tipos de hipertensão na gestação é baseado nos critérios de tempo de início, presença de proteinúria e disfunção de órgãos. A suspeita deve ser alta em gestantes com fatores de risco como obesidade, hipertensão pré-existente e história de pré-eclâmpsia. O tratamento da hipertensão na gestação varia conforme o tipo e a gravidade. Medicamentos como metildopa, labetalol e nifedipino são seguros e eficazes. A prevenção da pré-eclâmpsia com AAS em baixas doses é indicada para gestantes de alto risco. O manejo inclui monitoramento rigoroso da mãe e do feto, com o objetivo de prolongar a gestação de forma segura e prevenir complicações graves como eclampsia e síndrome HELLP.
O tamanho correto do manguito é fundamental para evitar erros na leitura da pressão arterial. Em gestantes obesas, um manguito pequeno pode superestimar os valores, levando a diagnósticos incorretos de hipertensão.
Hipertensão gestacional é diagnosticada por pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas ocasiões, com pelo menos 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, sem proteinúria ou disfunção de órgão-alvo.
Os medicamentos de primeira escolha para hipertensão crônica na gestação incluem metildopa, labetalol e nifedipino. O uso de AAS é para prevenção de pré-eclâmpsia em pacientes de risco, não para tratamento da hipertensão estabelecida.
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