Trauma Torácico: Avaliação Inicial Rápida com ATLS e E-FAST

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino, 65 anos, é trazida ao hospital após cair de uma escada de aproximadamente 3 metros de altura. Está consciente, mas confusa, com FC=130 bpm, PA=90 x 60 mmHg e saturação de O2=92% em ar ambiente. Apresenta grande equimose em hemitórax esquerdo e murmúrio vesicular diminuído nesse lado. Para a classificação inicial de gravidade na sala de trauma, de acordo com o Advanced Trauma Life Support (ATLS), qual a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Realizar tomografia computadorizada de tórax imediatamente, pois tem melhor definição diagnóstica.
  2. B) Colher gasometria arterial antes de qualquer procedimento para orientar a ventilação mecânica.
  3. C) Obter radiografia de tórax e ultrassonografia Extended Focused Assessment with Sonography for Trauma (E-FAST), avaliando possíveis lesões pleurais e abdominais.
  4. D) Iniciar antibióticos de amplo espectro e observar a evolução hemodinâmica.

Pérola Clínica

Trauma torácico + instabilidade hemodinâmica/respiratória → E-FAST e Rx tórax para identificar lesões com risco de vida.

Resumo-Chave

Em pacientes politraumatizados com instabilidade hemodinâmica e respiratória, a avaliação rápida com E-FAST e radiografia de tórax é crucial para identificar lesões torácicas e abdominais que podem ser imediatamente fatais, guiando intervenções urgentes conforme o protocolo ATLS.

Contexto Educacional

A avaliação inicial de um paciente traumatizado segue o protocolo Advanced Trauma Life Support (ATLS), que prioriza a identificação e tratamento de lesões com risco iminente de vida. A sequência ABCDE (Via Aérea, Respiração, Circulação, Disfunção Neurológica, Exposição/Controle Ambiental) é fundamental. Neste caso, a paciente apresenta sinais de choque e comprometimento respiratório, indicando a necessidade de uma abordagem rápida e direcionada. O trauma torácico é uma causa comum de morbimortalidade em pacientes politraumatizados. A presença de equimose extensa e murmúrio vesicular diminuído sugere lesões como pneumotórax, hemotórax ou contusão pulmonar. A instabilidade hemodinâmica (taquicardia e hipotensão) e a hipóxia reforçam a gravidade do quadro e a necessidade de intervenção imediata. A conduta mais adequada na sala de trauma para um paciente instável é a realização de exames complementares rápidos que auxiliem no diagnóstico de lesões que ameaçam a vida. A radiografia de tórax e o E-FAST são ferramentas essenciais nesse cenário, permitindo identificar rapidamente pneumotórax, hemotórax, tamponamento cardíaco e líquido livre na cavidade abdominal, guiando intervenções como drenagem torácica ou laparotomia exploradora. Exames mais complexos como a TC são reservados para pacientes estáveis ou após a estabilização inicial.

Perguntas Frequentes

O que é o E-FAST e qual sua importância no trauma?

O E-FAST (Extended Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ultrassonografia rápida à beira do leito que avalia a presença de líquido livre (sangue) na cavidade abdominal, pericárdio e pleura, sendo crucial para identificar hemorragias internas e pneumo/hemotórax.

Quais são os sinais de alerta de trauma torácico grave?

Sinais incluem dor torácica intensa, dispneia, taquipneia, hipóxia, murmúrio vesicular diminuído ou ausente, desvio de traqueia, turgência jugular, instabilidade hemodinâmica e enfisema subcutâneo.

Quando a tomografia computadorizada é indicada no trauma?

A TC é indicada na avaliação secundária, após a estabilização hemodinâmica do paciente, para detalhar lesões identificadas ou suspeitas e buscar outras lesões que não foram detectadas na avaliação primária e exames iniciais.

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