Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Uma paciente com sete anos de idade foi levada ao ginecologista devido ao quadro de surgimento da pubarca. No exame físico, observou-se ausência do desenvolvimento mamário e presença de pelos pubianos. A mãe da paciente negou doenças associadas ou uso de medicações. Não há antecedentes familiares relevantes. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Adrenarca prematura (pubarca isolada) → maior risco de SOP na vida adulta, mesmo com DHEAS pré-púbere.
A adrenarca prematura é o surgimento de pelos pubianos ou axilares antes dos 8 anos em meninas, sem outros sinais de puberdade (como telarca). Embora seja uma condição benigna, é um fator de risco para o desenvolvimento futuro de síndrome dos ovários policísticos e resistência à insulina, necessitando de acompanhamento.
A adrenarca prematura é uma condição benigna caracterizada pelo desenvolvimento precoce de pelos pubianos e/ou axilares, sem outros sinais de puberdade, como o desenvolvimento mamário (telarca) em meninas ou aumento do volume testicular em meninos. É mais comum em meninas e reflete uma maturação precoce da zona reticular do córtex adrenal, resultando em aumento da produção de androgênios adrenais. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar de outras causas de virilização e no acompanhamento a longo prazo. O diagnóstico da adrenarca prematura é clínico, baseado na presença de pubarca isolada em idade precoce. Exames complementares, como a dosagem de DHEAS, testosterona e idade óssea, são realizados para excluir outras patologias, como hiperplasia adrenal congênita não clássica ou tumores virilizantes. É crucial que o DHEAS esteja dentro da faixa pré-púbere para a idade, mas pode estar elevado para a idade cronológica. A suspeita deve surgir em crianças com pubarca antes dos 8 anos (meninas) ou 9 anos (meninos) sem telarca ou aumento testicular. Embora não haja tratamento específico para a adrenarca prematura, o acompanhamento é fundamental devido à sua associação com um maior risco de desenvolvimento de síndrome dos ovários policísticos (SOP), resistência à insulina, obesidade e síndrome metabólica na vida adulta. O prognóstico é geralmente bom, mas a monitorização permite intervenções precoces caso surjam complicações metabólicas ou endócrinas.
A adrenarca prematura se manifesta pelo surgimento de pelos pubianos e/ou axilares antes dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos, sem outros sinais de desenvolvimento puberal, como telarca ou aumento do volume testicular.
Acredita-se que a adrenarca prematura reflita uma maturação precoce das glândulas adrenais, levando a uma produção aumentada de androgênios. Essa disfunção adrenal pode predispor à resistência à insulina e à hiperandrogenismo ovariano, características da SOP.
A dosagem do sulfato de dehidroepiandrostenediona (DHEAS) é útil para avaliar a atividade adrenal. Na adrenarca prematura, os níveis de DHEAS podem estar elevados para a idade cronológica, mas ainda dentro da faixa pré-púbere, diferenciando-a de outras causas de hiperandrogenismo.
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