MedEvo Simulado — Prova 2025
Mariana, 6 anos e 2 meses, sexo feminino, é trazida pela mãe ao consultório de pediatria devido ao surgimento de pelos pubianos finos e escuros há cerca de 5 meses e odor axilar há 3 meses. A mãe relata que a criança tem precisado usar desodorante infantil ocasionalmente. Não há queixa de aumento do volume das mamas, sangramento vaginal, acne ou mudança perceptível no ritmo de crescimento. Mariana tem desenvolvimento neuropsicomotor adequado para a idade e calendário vacinal em dia. No exame físico, seu peso e altura encontram-se no percentil 50 para a idade e sexo, sem evidência de aceleração recente. As mamas são pré-púberes (Tanner M1). Os pelos pubianos são finos, escuros e lisos, cobrindo uma pequena área dos grandes lábios (Tanner P2). Há odor axilar e presença de alguns pelos finos nas axilas. O restante do exame físico é normal, sem sinais de virilização ou massas abdominais. Qual é o diagnóstico mais provável para o quadro clínico de Mariana?
Adrenarca precoce = pubarca e/ou odor axilar < 8 anos (meninas) ou < 9 anos (meninos) SEM telarca/aumento testicular.
A adrenarca precoce é caracterizada pelo surgimento de pelos pubianos e/ou axilares e odor axilar antes da idade esperada para a puberdade, sem outros sinais de desenvolvimento sexual secundário (como telarca ou aumento testicular). É um processo benigno que reflete a maturação precoce das glândulas adrenais.
A adrenarca precoce é uma condição comum na pediatria, caracterizada pela maturação prematura da zona reticular do córtex adrenal, resultando em aumento da produção de andrógenos adrenais, como o DHEA e o DHEA-S. Clinicamente, manifesta-se pelo surgimento de pelos pubianos e/ou axilares e odor axilar antes dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos, sem outros sinais de puberdade verdadeira. É crucial para residentes e estudantes de medicina saberem diferenciar esta condição benigna de outras causas de puberdade precoce. O diagnóstico diferencial da adrenarca precoce inclui a puberdade precoce central (PPC) e a puberdade precoce periférica (PPP). Na adrenarca precoce, não há ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, o que significa que não há desenvolvimento mamário (telarca) em meninas, aumento testicular em meninos, aceleração do crescimento ou avanço da idade óssea. Exames complementares como a dosagem de DHEA-S e testosterona, além da idade óssea, podem auxiliar na confirmação e exclusão de outras patologias. O tratamento da adrenarca precoce é geralmente expectante, com acompanhamento clínico para monitorar a progressão dos sinais puberais e o ritmo de crescimento. É importante tranquilizar os pais sobre a natureza benigna da condição, embora um pequeno percentual de pacientes possa ter maior risco de desenvolver síndrome dos ovários policísticos na adolescência. A exclusão de causas patológicas de virilização, como tumores adrenais ou hiperplasia adrenal congênita não clássica, é fundamental.
Os principais sinais são o surgimento de pelos pubianos (pubarca) e/ou axilares (axilarca) e odor axilar, geralmente antes dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos, sem outros sinais de puberdade verdadeira.
A adrenarca precoce não apresenta desenvolvimento mamário (telarca) em meninas, aumento testicular em meninos, aceleração do crescimento ou avanço da idade óssea, que são característicos da puberdade precoce central.
Geralmente não, pois é uma condição benigna e autolimitada. O acompanhamento é importante para monitorar a progressão e excluir outras causas de virilização precoce, mas o tratamento hormonal não é indicado.
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