MedEvo Simulado — Prova 2025
Sofia, 7 anos e 6 meses, é trazida pela mãe ao consultório de pediatria devido ao surgimento de odor axilar e pelos pubianos nos últimos 4 meses. A mãe relata que a criança tem precisado usar desodorante infantil e que os pelos, inicialmente finos, tornaram-se mais escuros e um pouco mais grossos na região pubiana. Não há queixa de desenvolvimento mamário, sangramento vaginal ou mudança abrupta no ritmo de crescimento. Sofia segue o calendário vacinal, tem bom desenvolvimento neuropsicomotor e não possui comorbidades. No exame físico, seu peso e altura encontram-se no percentil 75, sem aceleração de crescimento recente. As mamas são pré-púberes (Tanner M1). Os pelos pubianos são escuros e lisos, cobrindo uma pequena área dos grandes lábios (Tanner P2). Há odor axilar e alguns pelos finos nas axilas. O restante do exame físico é normal, sem sinais de virilização ou massas abdominais. Qual é o diagnóstico mais provável para o quadro de Sofia?
Adrenarca precoce: pelos pubianos/axilares e odor corporal isolados, sem telarca, aceleração crescimento ou virilização.
A adrenarca precoce é caracterizada pelo desenvolvimento isolado de pelos pubianos e/ou axilares e odor corporal antes dos 8 anos em meninas, sem outros sinais de puberdade (telarca, aceleração de crescimento) ou virilização. É uma maturação prematura da zona reticular adrenal, com aumento de andrógenos adrenais.
A adrenarca precoce é uma condição comum na pediatria, caracterizada pelo desenvolvimento prematuro de pelos pubianos e/ou axilares e odor corporal antes da idade esperada para o início da puberdade (geralmente antes dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos), sem outros sinais de desenvolvimento puberal. Fisiologicamente, a adrenarca precoce reflete a maturação prematura da zona reticular do córtex adrenal, resultando em um aumento na produção de andrógenos adrenais (DHEA e DHEA-S). É importante diferenciá-la da puberdade precoce central, que envolve a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e a progressão de todos os caracteres sexuais secundários, incluindo o desenvolvimento mamário e a aceleração do crescimento. O diagnóstico é clínico, baseado na ausência de telarca, sangramento vaginal, aceleração do crescimento e virilização. Exames complementares podem incluir idade óssea e dosagens hormonais para excluir outras condições. A adrenarca precoce é geralmente benigna, mas o acompanhamento é recomendado para monitorar a progressão e descartar patologias subjacentes.
Os principais sinais da adrenarca precoce são o surgimento de pelos pubianos (pubarca) e/ou axilares (axilarca) e odor corporal, geralmente isolados, sem desenvolvimento mamário (telarca) ou aceleração do crescimento.
A adrenarca precoce não apresenta telarca nem aceleração do crescimento, e os níveis de gonadotrofinas basais e estimuladas são pré-púberes. Na puberdade precoce central, há telarca, aceleração do crescimento e ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.
Sim, a adrenarca precoce é geralmente uma condição benigna e autolimitada, sem necessidade de tratamento específico. No entanto, o acompanhamento é importante para descartar outras causas e monitorar a progressão puberal.
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