SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Qual alternativa contém características/ manifestações clínicas que descrevem a adrenarca precoce na pediatria?
Adrenarca precoce = pelos/odor < 8 anos (♀) ou < 9 anos (♂) SEM telarca ou aumento testicular.
A adrenarca precoce resulta da maturação isolada da zona reticular da adrenal, manifestando-se por sinais de ação androgênica sem ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.
A adrenarca precoce é uma condição benigna na maioria dos casos, mas exige vigilância. Ela reflete a maturação prematura da zona reticular adrenal, que começa a secretar androgênios fracos. Embora não seja uma puberdade verdadeira, crianças com adrenarca precoce têm maior risco futuro de síndrome dos ovários policísticos e resistência insulínica, especialmente se nasceram pequenas para a idade gestacional (PIG). O diagnóstico diferencial inclui a puberdade precoce central e periférica (como tumores virilizantes). O exame físico minucioso, focando na ausência de telarca e na medida do volume testicular com o orquidômetro de Prader, é o passo mais importante para evitar intervenções desnecessárias.
A adrenarca precoce é definida pelo aparecimento de pelos pubianos (pubarca), pelos axilares ou odor axilar de padrão apócrino antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos. É um processo independente da ativação do eixo gonadotrófico, sendo causado pelo aumento da produção de androgênios pela zona reticular das glândulas adrenais, principalmente o DHEA e DHEA-S. Clinicamente, não deve haver sinais de puberdade central, como desenvolvimento mamário (telarca) ou aumento do volume testicular (> 4 ml).
A diferenciação é essencialmente clínica. Na adrenarca precoce, os sinais são restritos à ação de androgênios adrenais (pelos e odor). Na puberdade precoce central, há evidência de ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal: em meninas, observa-se o broto mamário (telarca); em meninos, ocorre o aumento do volume testicular acima de 4 cm³. Além disso, na puberdade central, a aceleração da velocidade de crescimento e o avanço da idade óssea costumam ser muito mais acentuados do que na adrenarca isolada.
A conduta inicial envolve a confirmação diagnóstica e a exclusão de causas graves, como tumores adrenais ou hiperplasia adrenal congênita de início tardio. Solicita-se idade óssea e dosagem de androgênios (DHEA-S, testosterona total, 17-OH-progesterona). Se a idade óssea for compatível com a cronológica e os níveis hormonais estiverem levemente elevados para a idade, mas adequados para o estágio de Tanner, a conduta é expectante com acompanhamento semestral da velocidade de crescimento e progressão clínica.
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