Adrenarca Precoce em Crianças: Diagnóstico e Diferenciais

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Criança do sexo masculino, de 8 anos e 3 meses de idade, foi trazida à Unidade de Saúde da Família pela mãe, para consulta de puericultura. Mãe não relatou queixas ativas. Ao ser questionada, durante a anamnese, mãe respondeu que percebeu odor forte nas axilas do filho que se iniciou há cerca de 2 meses, sendo necessário iniciar o uso de desodorante. Não surgiram queixas cardiorrespiratórias, geniturinárias ou gastrintestinais, durante o interrogatório dos diversos sistemas. Criança apresentava desenvolvimento neuropsicomotor adequado para a idade, alimentação razoavelmente dentro das orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde, fazia atividade física regularmente e não passava mais que duas horas ao dia em uso de telas. Estava com a carteira de vacinação atualizada. Não tinha história de doenças prévias graves e histórico de saúde familiar sem informações relevantes. Ao exame físico, o peso e a altura da criança encontravam-se sobre o percentil 50, sem mudanças de percentil recentemente. Ao exame da genitália havia pelos mais grossos, enegrecidos e encaracolados ao redor da base do pênis e em pequena quantidade (ainda contáveis), testículo de cerca de 2 cm³ (medido com orquidômetro), pênis de tamanho e forma semelhantes à última consulta de rotina, realizada 6 meses antes. Não havia pelos em outras partes do corpo que chamassem a atenção e não havia acne na face. Sem achados alterados no restante do exame fÍsico completo. O diagnóstico mais provável para este caso é:

Alternativas

  1. A) Adrenarca precoce.
  2. B) Puberdade fisiológica típica.
  3. C) Puberdade precoce.
  4. D) Hipertricose.

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