UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
O principal determinante para o sucesso do tratamento de uma criança com anafilaxia é:
Anafilaxia em criança: o sucesso do tratamento depende do uso precoce e correto de adrenalina IM. É a primeira e mais importante medida.
A anafilaxia é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal. O tratamento mais eficaz e determinante para o sucesso, especialmente em crianças, é a administração precoce de adrenalina por via intramuscular, pois ela atua rapidamente revertendo os efeitos sistêmicos da reação alérgica.
A anafilaxia é uma emergência médica grave e potencialmente fatal, caracterizada por uma reação alérgica sistêmica e rápida. Em crianças, o reconhecimento e tratamento precoces são cruciais para evitar desfechos adversos. A incidência de anafilaxia tem aumentado, e a educação sobre seu manejo é fundamental para todos os profissionais de saúde, especialmente aqueles que atuam em pediatria. O principal determinante para o sucesso do tratamento da anafilaxia é a administração imediata de adrenalina por via intramuscular. A adrenalina é a única medicação que pode reverter os sintomas de risco de vida da anafilaxia, como hipotensão e broncoespasmo, devido aos seus efeitos alfa e beta-adrenérgicos. Outras terapias, como corticoides e anti-histamínicos, são adjuvantes e não devem atrasar a administração da adrenalina, pois não possuem o mesmo efeito salvador de vida. Residentes devem dominar o diagnóstico rápido da anafilaxia e a técnica correta de administração da adrenalina intramuscular, incluindo a dose adequada para a idade e peso da criança. A identificação do alérgeno, embora importante para a prevenção futura, não deve atrasar o tratamento agudo. A ressuscitação fluídica pode ser necessária em casos de choque, mas sempre após a administração da adrenalina.
Os sinais incluem urticária, angioedema, dificuldade respiratória (sibilos, estridor), hipotensão, taquicardia, tontura, vômitos e diarreia. A apresentação pode variar e envolver múltiplos sistemas.
A dose recomendada é de 0,01 mg/kg de adrenalina 1:1000 (1 mg/mL) por via intramuscular, com dose máxima de 0,5 mg. A via intramuscular na face anterolateral da coxa é preferencial pela rápida absorção.
A adrenalina atua como agonista alfa e beta-adrenérgico, causando vasoconstrição (aumentando a pressão arterial), broncodilatação (melhorando a respiração) e reduzindo a liberação de mediadores inflamatórios, revertendo rapidamente os sintomas de risco de vida.
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