Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
Sobre as possíveis vias de administração de adrenalina no tratamento de anafilaxia, todas as abaixo são corretas, exceto:
Anafilaxia: Adrenalina IM é a via de primeira escolha; EV/IO em choque refratário. Subcutânea NÃO é recomendada.
A adrenalina intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa é a via de escolha para o tratamento da anafilaxia devido à sua rápida absorção e segurança. A via subcutânea não é recomendada por ter absorção mais lenta e menor pico plasmático, sendo ineficaz em situações de emergência.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato. A adrenalina é o medicamento de primeira linha e mais importante para reverter os sintomas, atuando como vasoconstritor, broncodilatador e inibidor da liberação de mediadores inflamatórios. A compreensão das vias de administração é crucial para a eficácia do tratamento e para a segurança do paciente. A via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa é a via preferencial para a administração de adrenalina em adultos e crianças com anafilaxia, devido à sua rápida absorção e perfil de segurança favorável. A dose padrão é de 0,3 a 0,5 mg para adultos e 0,01 mg/kg para crianças (máximo de 0,3 mg), podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário. A via endovenosa (EV) ou intraóssea (IO) é reservada para casos de choque anafilático refratário à adrenalina IM, sendo administrada em doses menores e diluídas, sob monitorização cardíaca rigorosa, devido ao risco de arritmias e isquemia miocárdica. É fundamental que residentes e profissionais de saúde saibam que a via subcutânea (SC) não é recomendada para o tratamento da anafilaxia. Embora historicamente utilizada, estudos demonstraram que a absorção subcutânea é mais lenta e menos confiável, resultando em atraso na resposta clínica e menor eficácia. Portanto, a administração subcutânea de adrenalina deve ser evitada em situações de anafilaxia, priorizando sempre a via intramuscular para garantir a melhor chance de recuperação do paciente.
A via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa é a via de escolha devido à sua rápida absorção e segurança, sendo a primeira medida a ser tomada.
A via subcutânea possui absorção mais lenta e menos previsível, resultando em picos plasmáticos mais baixos e atraso no início da ação, o que a torna ineficaz em uma emergência como a anafilaxia.
As vias endovenosa (EV) ou intraóssea (IO) são reservadas para casos de anafilaxia grave com choque refratário à adrenalina IM ou em pacientes que já estão com acesso venoso/intraósseo estabelecido.
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