FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Adolescente de 13 anos apresenta quadro de tumefação em região de pescoço, sem outras queixas. Exame físico com adenomegalias em regiões suboccipital, cervical e pósauricular. Orientação para domicílio sem medicações e retorno, se necessário. Após 7 dias, retornou com exantema em face, pescoço e tronco, sem mais alterações. O diagnóstico mais provável neste caso, seria:
Rubéola: adenomegalias (pós-auricular, cervical) precedendo exantema maculopapular em face/tronco, sem outras queixas.
A rubéola é caracterizada por linfadenopatia proeminente, especialmente pós-auricular e cervical, que pode preceder o exantema maculopapular róseo. O exantema geralmente começa na face e se espalha para o tronco e membros, desaparecendo em 3 dias. A ausência de outras queixas significativas (como febre alta ou mal-estar intenso) é típica, diferenciando-a de outras doenças exantemáticas.
A rubéola é uma doença viral aguda, geralmente benigna, causada pelo vírus RNA da família Togaviridae. É mais comum em crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade. A importância clínica da rubéola reside principalmente no risco de síndrome da rubéola congênita (SRC) se a infecção ocorrer durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, levando a graves malformações fetais. O diagnóstico da rubéola é predominantemente clínico. O quadro típico inicia-se com um período prodrômico leve, muitas vezes imperceptível, seguido por linfadenopatia generalizada, com destaque para as cadeias suboccipitais, pós-auriculares e cervicais, que podem ser as primeiras manifestações e persistir por semanas. O exantema maculopapular róseo surge 1 a 5 dias após o início dos sintomas, começando na face e pescoço e espalhando-se rapidamente para o tronco e membros, desaparecendo em 2 a 3 dias. Diferentemente do sarampo, o exantema da rubéola é menos confluente e os sintomas sistêmicos (febre, mal-estar) são geralmente mais leves ou ausentes. A prevenção é feita pela vacinação com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que é parte do calendário vacinal infantil. Em casos de suspeita, o diagnóstico laboratorial pode ser confirmado por sorologia (IgM e IgG). O manejo é sintomático, mas a identificação é vital para controle epidemiológico e para aconselhamento de gestantes ou mulheres em idade fértil.
Os principais sinais clínicos da rubéola incluem linfadenopatia (especialmente suboccipital, pós-auricular e cervical) que pode preceder o exantema, e um exantema maculopapular róseo que se inicia na face e se espalha para o tronco e membros, geralmente com sintomas sistêmicos leves ou ausentes.
A rubéola se diferencia do sarampo por ter um exantema mais leve, linfadenopatia mais proeminente e ausência de tosse, coriza e conjuntivite intensas. Da mononucleose, diferencia-se pela ausência de faringite exsudativa, febre alta e hepatosplenomegalia, e pela distribuição do exantema.
A vacinação contra rubéola (parte da tríplice viral) é crucial para prevenir a doença, especialmente em mulheres em idade fértil, devido ao risco de síndrome da rubéola congênita, que pode causar graves malformações fetais se a infecção ocorrer durante a gravidez.
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