UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Adolescente de 13 anos é levada ao pronto-socorro com história de que há 1 hora ingeriu crustáceos, evoluiu com quadro de anafilaxia. Recebeu 2 doses de adrenalina na diluição de (1:1000) 0,4 mg IM. Permaneceu deitada, com membros inferiores elevados, manteve estabilidade hemodinâmica, sem sinais de choque. Após 12 horas de observação clínica recebeu alta com a orientação de qual medicação:
Após anafilaxia e estabilização, a alta deve incluir corticoide oral (Prednisolona) e anti-histamínico (Cetirizina) para prevenir reações bifásicas.
Após um episódio de anafilaxia e estabilização com adrenalina, o paciente deve ser observado por um período prolongado (geralmente 6-12 horas) devido ao risco de reações bifásicas. Na alta, é comum prescrever um curso curto de corticosteroides orais e anti-histamínicos para reduzir a chance de recorrência dos sintomas.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que requer reconhecimento e tratamento imediatos, sendo a adrenalina intramuscular a medicação de primeira linha. Após a estabilização inicial e a administração de adrenalina, o manejo do paciente não se encerra, pois existe o risco de reações bifásicas. A fisiopatologia da anafilaxia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, resultando em broncoespasmo, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e choque. Mesmo após a melhora inicial, a persistência desses mediadores ou a liberação tardia pode desencadear uma segunda onda de sintomas. Por isso, a observação clínica prolongada (geralmente 6 a 12 horas) é fundamental para monitorar a estabilidade do paciente. Na alta hospitalar, para prevenir as reações bifásicas, é prática comum prescrever um curso curto de corticosteroides orais (como Prednisolona) e anti-histamínicos (como Cetirizina ou Dexclorfeniramina). Os corticosteroides ajudam a modular a resposta inflamatória tardia, enquanto os anti-histamínicos controlam os sintomas cutâneos e respiratórios residuais. Além da medicação, o paciente deve ser orientado sobre a identificação e evitação do alérgeno, e a importância de portar um autoinjetor de adrenalina, se indicado.
A medicação na alta, geralmente um corticosteroide oral e um anti-histamínico, é prescrita para prevenir as reações bifásicas. Estas são recorrências dos sintomas de anafilaxia que podem ocorrer horas após a resolução inicial, mesmo sem nova exposição ao alérgeno.
Os corticosteroides (como Prednisolona) atuam reduzindo a inflamação e a resposta imune tardia, enquanto os anti-histamínicos (como Cetirizina) bloqueiam os receptores de histamina, aliviando sintomas como prurido, urticária e angioedema. Ambos visam mitigar a resposta alérgica residual.
A observação prolongada (6 a 12 horas ou mais, dependendo da gravidade e resposta inicial) é crucial para monitorar o paciente quanto ao desenvolvimento de reações bifásicas. A adrenalina tem meia-vida curta, e a resposta inflamatória subjacente pode persistir, levando a uma segunda onda de sintomas.
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