HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Adolescente de 14 anos, previamente hígida, iniciou com quadro súbito de falta de ar, dor abdominal e edema de lábios, 2 horas após retornar de uma festa. Ao exame físico, apresentando taquicardia, desconforto respiratório, edema de lábios e língua, estridor inspiratório e placas eritematosas em pescoço e tronco. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, a conduta inicial deve ser a prescrição de:
Anafilaxia → Adrenalina IM é a conduta inicial e mais importante.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato. A adrenalina (epinefrina) intramuscular é a medicação de primeira linha e mais importante, devendo ser administrada sem demora para reverter os sintomas e prevenir a progressão para choque.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. É uma emergência médica que exige reconhecimento imediato e tratamento agressivo para prevenir a progressão para choque anafilático e óbito. Os sintomas podem afetar múltiplos sistemas, incluindo pele (urticária, angioedema), respiratório (dispneia, estridor, broncoespasmo), cardiovascular (taquicardia, hipotensão, choque) e gastrointestinal (dor abdominal, vômitos). A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, triptase) por mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação generalizada, aumento da permeabilidade capilar, broncoconstrição e espasmo da musculatura lisa. O tratamento de escolha e mais importante é a administração de adrenalina (epinefrina) por via intramuscular. A adrenalina atua como agonista alfa e beta-adrenérgico, promovendo vasoconstrição (aumenta a pressão arterial), broncodilatação e inibindo a liberação de mediadores. A dose recomendada de adrenalina intramuscular é de 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg) da solução 1:1000, aplicada na face anterolateral da coxa. É crucial não atrasar sua administração, pois cada minuto conta. Outras medicações, como anti-histamínicos (prometazina) e corticoides (metilprednisolona, prednisona), são adjuvantes úteis para controlar sintomas cutâneos e prevenir reações bifásicas, mas não substituem a adrenalina como tratamento inicial salvador de vidas. Salbutamol inalatório pode ser usado para broncoespasmo persistente.
Os sinais incluem urticária, angioedema (lábios, língua, face), desconforto respiratório (dispneia, estridor, broncoespasmo), hipotensão, taquicardia, dor abdominal e vômitos, podendo afetar múltiplos sistemas.
A dose padrão é 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg) de solução 1:1000 por via intramuscular na face anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário, conforme a resposta clínica.
A adrenalina atua rapidamente como vasoconstritor, broncodilatador e inibidor da liberação de mediadores inflamatórios, revertendo os efeitos sistêmicos da anafilaxia e salvando vidas ao estabilizar o paciente.
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