Anafilaxia: Adrenalina IM como Tratamento de Escolha

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023

Enunciado

Adolescente de 14 anos, previamente hígida, iniciou com quadro súbito de falta de ar, dor abdominal e edema de lábios, 2 horas após retornar de uma festa. Ao exame físico, apresentando taquicardia, desconforto respiratório, edema de lábios e língua, estridor inspiratório e placas eritematosas em pescoço e tronco. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, a conduta inicial deve ser a prescrição de:

Alternativas

  1. A) Salbutamol inalatório.
  2. B) Metilprednisolona intravenosa.
  3. C) Prometazina intramuscular.
  4. D) Adrenalina intramuscular.
  5. E) Prednisona oral.

Pérola Clínica

Anafilaxia → Adrenalina IM é a conduta inicial e mais importante.

Resumo-Chave

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato. A adrenalina (epinefrina) intramuscular é a medicação de primeira linha e mais importante, devendo ser administrada sem demora para reverter os sintomas e prevenir a progressão para choque.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. É uma emergência médica que exige reconhecimento imediato e tratamento agressivo para prevenir a progressão para choque anafilático e óbito. Os sintomas podem afetar múltiplos sistemas, incluindo pele (urticária, angioedema), respiratório (dispneia, estridor, broncoespasmo), cardiovascular (taquicardia, hipotensão, choque) e gastrointestinal (dor abdominal, vômitos). A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, triptase) por mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação generalizada, aumento da permeabilidade capilar, broncoconstrição e espasmo da musculatura lisa. O tratamento de escolha e mais importante é a administração de adrenalina (epinefrina) por via intramuscular. A adrenalina atua como agonista alfa e beta-adrenérgico, promovendo vasoconstrição (aumenta a pressão arterial), broncodilatação e inibindo a liberação de mediadores. A dose recomendada de adrenalina intramuscular é de 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg) da solução 1:1000, aplicada na face anterolateral da coxa. É crucial não atrasar sua administração, pois cada minuto conta. Outras medicações, como anti-histamínicos (prometazina) e corticoides (metilprednisolona, prednisona), são adjuvantes úteis para controlar sintomas cutâneos e prevenir reações bifásicas, mas não substituem a adrenalina como tratamento inicial salvador de vidas. Salbutamol inalatório pode ser usado para broncoespasmo persistente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da anafilaxia?

Os sinais incluem urticária, angioedema (lábios, língua, face), desconforto respiratório (dispneia, estridor, broncoespasmo), hipotensão, taquicardia, dor abdominal e vômitos, podendo afetar múltiplos sistemas.

Qual a dose e via de administração da adrenalina para anafilaxia?

A dose padrão é 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg) de solução 1:1000 por via intramuscular na face anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário, conforme a resposta clínica.

Por que a adrenalina é o tratamento de primeira linha para anafilaxia?

A adrenalina atua rapidamente como vasoconstritor, broncodilatador e inibidor da liberação de mediadores inflamatórios, revertendo os efeitos sistêmicos da anafilaxia e salvando vidas ao estabilizar o paciente.

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