AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
Adolescente de 12 anos, do sexo masculino, obeso, asmático em tratamento irregular da intercrise, chega na emergência com tosse seca, tempo expiratório prolongado, sem sibilância e afebril. Sua saturação de oxigênio é de 90% em ar ambiente, está bradipneico, e a gasometria arterial evidencia acidose respiratória. O tratamento inicial nesse caso é:
Asma grave com bradipneia, hipoxemia e acidose respiratória → iminência de parada, considerar intubação precoce.
Um paciente asmático com bradipneia, hipoxemia (SatO2 90% em ar ambiente) e acidose respiratória (indicando falha ventilatória) está em insuficiência respiratória iminente ou estabelecida, necessitando de intubação traqueal e ventilação mecânica para evitar parada cardiorrespiratória. A ausência de sibilância em um quadro grave pode indicar broncoespasmo tão intenso que não há fluxo de ar.
A crise asmática grave é uma emergência médica que pode rapidamente evoluir para insuficiência respiratória e parada cardiorrespiratória. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é crucial para um manejo adequado. Pacientes com asma grave que apresentam bradipneia, hipoxemia (saturação de oxigênio abaixo de 90% em ar ambiente) e acidose respiratória na gasometria arterial estão em falência ventilatória iminente ou estabelecida. A ausência de sibilância, em vez de ser um bom sinal, pode indicar um broncoespasmo tão intenso que o fluxo de ar está severamente comprometido, impedindo a geração de ruídos. Nesses casos, a intubação traqueal e a ventilação mecânica são medidas salvadoras de vida. A sequência rápida de intubação deve ser realizada com cautela, e a escolha dos medicamentos é importante. A quetamina é frequentemente a droga de escolha para indução, devido às suas propriedades broncodilatadoras, que podem ser benéficas em pacientes com broncoespasmo grave, além de sua capacidade de manter a estabilidade hemodinâmica. O manejo da ventilação mecânica em pacientes asmáticos requer atenção especial para evitar o aprisionamento aéreo e o barotrauma. Estratégias como baixas frequências respiratórias, tempo expiratório prolongado e volumes correntes moderados são empregadas para permitir a expiração completa e minimizar a hiperinsuflação dinâmica. O tratamento farmacológico com broncodilatadores inalatórios contínuos e corticosteroides sistêmicos deve ser mantido e otimizado.
Sinais de insuficiência respiratória iminente incluem bradipneia ou respiração paradoxal, hipoxemia refratária, alteração do nível de consciência, acidose respiratória na gasometria e a 'ausência de sibilância' em um paciente que piora.
A quetamina é preferível na intubação de pacientes asmáticos graves devido às suas propriedades broncodilatadoras, além de ser um potente sedativo e analgésico, minimizando o risco de broncoespasmo induzido pela intubação.
O objetivo principal é manter a oxigenação e ventilação adequadas, permitindo tempo para que os broncodilatadores e corticoides atuem, enquanto se evita o aprisionamento aéreo e o barotrauma, utilizando baixas frequências respiratórias e tempo expiratório prolongado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo