PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Adolescente de 13 anos dá entrada no Pronto-Socorro, vítima de acidente de moto, com traumatismo abdominal. Na Emergência, abdome distendido, RH ausentes, hematoma em hipocôndrio direito e sinais de irritação peritoneal. Após as primeiras medidas de suporte, paciente é levado para realizar uma tomografia com contraste para melhor avaliação do trauma. No retorno após a realização do exame de imagem, paciente apresenta desconforto respiratório, hipotensão, angioedema e edema labial. Referente a esse quadro, qual a conduta a ser feita?
Anafilaxia = Adrenalina IM (0,01 mg/kg até 0,5 mg) no vasto lateral da coxa IMEDIATO.
A anafilaxia é uma emergência médica multissistêmica. A adrenalina intramuscular é a droga de escolha inicial, agindo rapidamente para reverter o colapso cardiovascular e o edema de vias aéreas.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido, que pode ser fatal. No contexto hospitalar, o uso de contraste iodado em exames de imagem é um gatilho comum. O diagnóstico é clínico, baseado no envolvimento de dois ou mais sistemas (pele/mucosas, respiratório, cardiovascular ou gastrointestinal) após exposição a um alérgeno provável. O manejo imediato inclui a interrupção do agente causador, avaliação das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), e administração imediata de adrenalina IM. O paciente deve ser mantido em observação por pelo menos 4 a 8 horas (ou mais, dependendo da gravidade) devido ao risco de reações bifásicas, onde os sintomas retornam após a melhora inicial.
Para adolescentes e adultos, a dose padrão de adrenalina (epinefrina) 1:1000 é de 0,3 a 0,5 mg por via intramuscular. A aplicação deve ser feita preferencialmente na face anterolateral da coxa (músculo vasto lateral) devido à absorção mais rápida e níveis plasmáticos mais confiáveis em comparação com a via subcutânea ou deltoide.
A adrenalina possui efeitos alfa-1 adrenérgicos (causando vasoconstrição e reduzindo o edema/hipotensão) e beta-2 adrenérgicos (causando broncodilatação e inibindo a liberação adicional de mediadores inflamatórios pelos mastócitos e basófilos). É a única medicação que atua diretamente na fisiopatologia crítica da anafilaxia.
Sim, mas são terapias de segunda linha. Os anti-histamínicos ajudam no controle de sintomas cutâneos (urticária, prurido), enquanto os corticoides podem prevenir reações bifásicas (recorrência tardia dos sintomas). Nenhuma dessas classes substitui a adrenalina ou age rápido o suficiente para tratar o angioedema de glote ou o choque.
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