ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um adolescente com 14 anos apresentou tosse produtiva, secreção hialina nasal e febre que duraram cerca de quatro dias. Na sequência, surgiu conjuntivite e prostração, vindo em seguida exantema eritematoso maculopapular, inicialmente retroauricular, progredindo caudalmente, seguindo-se de descamação furfurácea. O diagnóstico mais provável é:
Pródromo catarral + Conjuntivite + Exantema cefalocaudal + Descamação furfurácea = Sarampo.
O sarampo apresenta um pródromo febril com sintomas respiratórios intensos, seguido de um exantema que progride cranio-caudalmente e termina com descamação fina (furfurácea).
O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, causada pelo Morbillivirus. Sua patogenia envolve a replicação viral no trato respiratório e linfonodos regionais, seguida de viremia primária e secundária, atingindo o sistema reticuloendotelial e a pele. O quadro clínico clássico é dividido em fases: incubação, prodrômica (catarral), exantemática e de convalescença. A transmissão ocorre por aerossóis, o que explica sua alta taxa de ataque em populações não vacinadas. Clinicamente, o adolescente do caso apresenta a tríade clássica de tosse, coriza e conjuntivite, seguida pelo exantema maculopapular que se inicia atrás da orelha e progride para o tronco e membros. A descamação furfurácea é o marco final que sela o diagnóstico clínico. O tratamento é de suporte, com ênfase na suplementação de vitamina A, que reduz a morbimortalidade, especialmente em crianças. A prevenção é feita exclusivamente pela vacinação (Tríplice Viral).
O sarampo apresenta um pródromo catarral intenso (tosse, coriza, conjuntivite com fotofobia) e febre alta, com exantema que evolui para descamação furfurácea. Já a rubéola tem sintomas prodrômicos leves ou ausentes em crianças, febre baixa e é caracterizada por linfonodomegalias suboccipitais, pós-auriculares e cervicais posteriores, sem a descamação típica do sarampo.
A descamação furfurácea é a fase final do exantema do sarampo, caracterizada pelo desprendimento de finas escamas da pele (semelhante a farelo ou caspa). Ela ocorre à medida que as manchas eritematosas começam a desaparecer, seguindo o mesmo sentido de surgimento (cefalocaudal), indicando a resolução da fase aguda da doença cutânea.
As manchas de Koplik são patognomônicas do sarampo. São pequenos pontos brancos com halo eritematoso localizados na mucosa bucal, geralmente na altura dos pré-molares. Elas surgem 1 a 2 dias antes do exantema e desaparecem logo após o seu início, sendo um sinal clínico crucial para o diagnóstico precoce durante a fase prodrômica.
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