HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Adolescente de 12 anos de idade chegou ao pronto-socorro 25 minutos após ferroada de abelha, com quadro de urticária gigante, angioedema de lábios e pálpebras, rouquidão, tosse, falta de ar, estridor, cianose labial e taquicardia. Nesse caso clínico, além de oxigênio inalatório, a melhor conduta inicial é
Anafilaxia grave (urticária, angioedema, dispneia, estridor) → Adrenalina IM imediata.
A adrenalina intramuscular é a medicação de primeira linha e mais importante no tratamento da anafilaxia, especialmente em quadros graves com comprometimento respiratório e cardiovascular, como o descrito. Ela age rapidamente revertendo a broncoconstrição, o edema de vias aéreas e a hipotensão.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após a exposição a alérgenos como picadas de insetos, alimentos ou medicamentos. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecerem rapidamente os sinais e sintomas, que podem incluir urticária, angioedema, broncoespasmo, estridor, hipotensão e choque, para instituir o tratamento adequado. A fisiopatologia da anafilaxia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, triptase) por mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação sistêmica, aumento da permeabilidade vascular, broncoconstrição e espasmo da musculatura lisa. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na apresentação aguda e na presença de sintomas em múltiplos sistemas orgânicos. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com colapso circulatório ou comprometimento respiratório após exposição a um potencial alérgeno. O tratamento da anafilaxia é uma emergência médica e a adrenalina intramuscular é a medicação de primeira linha e mais importante. Ela deve ser administrada imediatamente na face anterolateral da coxa. Outras medidas incluem oxigênio suplementar, fluidos intravenosos para hipotensão, e anti-histamínicos e corticosteroides como terapias adjuvantes, embora não substituam a adrenalina.
A anafilaxia é diagnosticada pela presença de sintomas agudos que envolvem dois ou mais sistemas (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão isolada após exposição conhecida.
A dose recomendada de adrenalina é de 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg) da solução 1:1000, administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
A adrenalina é um agonista alfa e beta-adrenérgico que rapidamente reverte a broncoconstrição, o angioedema, a vasodilatação e a hipotensão, sendo o único medicamento que comprovadamente reduz a mortalidade na anafilaxia.
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