SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Adolescente admitido na emergência cirúrgica geral de um pronto-socorro municipal relata que, após se masturbar, apresentou quadro de desconforto e "inchaço" no pênis com evolução aproximada de uma hora. Tem piora progressiva da dor e é cooperativo. Com base na imagem e na descrição do caso clínico, após a realização de analgesia parenteral, qual deve ser a próxima conduta do médico plantonista?
Parafimose = Emergência! → Redução manual imediata após analgesia para evitar isquemia glândica.
A parafimose ocorre quando o prepúcio retraído fica aprisionado atrás da glande, agindo como um anel constritor que causa edema e risco de necrose. A redução manual é a primeira linha de tratamento.
A parafimose é frequentemente iatrogênica (após cateterismo vesical onde o prepúcio não foi reposicionado) ou ocorre após atividade sexual/masturbação em pacientes com fimose parcial. O edema progressivo dificulta a redução conforme o tempo passa. O tratamento definitivo após a resolução do quadro agudo é a circuncisão eletiva para evitar recidivas.
A fimose é a incapacidade de retrair o prepúcio para expor a glande. A parafimose é uma condição de emergência onde o prepúcio, uma vez retraído, não consegue retornar à sua posição original, formando um anel de constrição que impede o retorno venoso e linfático da glande.
Após analgesia (bloqueio de nervo dorsal ou sedação se necessário), aplica-se compressão contínua no edema por alguns minutos para reduzir o volume. Em seguida, com os dedos indicadores e médios puxando o prepúcio e os polegares empurrando a glande para dentro do anel, tenta-se a redução.
Se as manobras manuais e o uso de agentes osmóticos (como açúcar ou compressas frias) falharem, está indicada a intervenção cirúrgica de urgência, geralmente uma dorsotomia (incisão dorsal do anel constritor) para aliviar a pressão e restaurar a perfusão.
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