PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Eliane vai até a unidade básica de saúde em que você está atuando, levando seu filho Augusto de 14 anos. Na última consulta, foi feita uma avaliação clínica do adolescente com diagnóstico de obesidade. Desde então, a mãe tem procurado melhorar a alimentação do adolescente, bem como buscado opções de atividades físicas. No último mês ficou muito preocupada, pois leu notícias na internet que afirmavam que o uso de adoçantes dietéticos poderia causar câncer. Ela se preocupou mais quando uma vizinha disse que a Organização Mundial de Saúde tinha "proibido o uso do tal aspartame": Sobre esse assunto, assinale a alternativa que traz informação ERRADA:
OMS não recomenda adoçantes para controle de peso a longo prazo; evidência de melhora glicêmica/insulínica ou prevenção doenças crônicas em adolescentes é fraca.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda o uso de adoçantes sem açúcar para controle de peso a longo prazo em adultos e crianças, devido à falta de evidências de benefício duradouro e possíveis riscos. Prioriza-se uma dieta saudável com alimentos in natura.
A obesidade na adolescência é um desafio de saúde pública crescente, associada a diversas comorbidades. A busca por alternativas ao açúcar, como os adoçantes dietéticos, é comum, mas suas implicações para a saúde a longo prazo e seu papel no controle de peso são temas de debate e pesquisa contínuos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou diretrizes recentes desaconselhando o uso de adoçantes sem açúcar para controle de peso em adultos e crianças, devido à falta de evidências de benefício duradouro e possíveis riscos metabólicos e cardiovasculares. O aspartame, embora considerado seguro dentro dos limites de ingestão aceitável (ADI), é contraindicado para pacientes com fenilcetonúria. A estratégia mais eficaz para a obesidade em adolescentes foca em uma alimentação saudável, rica em alimentos in natura e minimamente processados, e na promoção da atividade física regular. O uso de adoçantes pode ser uma ferramenta para diabéticos controlarem a ingestão de carboidratos, mas não é uma solução primária para a obesidade ou prevenção de doenças crônicas na população geral.
A OMS não recomenda o uso de adoçantes sem açúcar para controle de peso ou redução do risco de doenças crônicas, citando a falta de evidências de benefício a longo prazo e potenciais riscos.
Pacientes com fenilcetonúria (PKU) devem evitar o aspartame, pois não conseguem metabolizar a fenilalanina, um de seus componentes, o que pode levar a danos neurológicos.
A melhor abordagem envolve uma dieta equilibrada baseada em alimentos in natura, aumento da atividade física, e acompanhamento multidisciplinar, focando em mudanças de estilo de vida sustentáveis.
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