Icterícia e Dor Abdominal: Ultrassonografia como Primeiro Exame

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024

Enunciado

Paciente, 62 anos, é admitido no pronto-socorro com febre, icterícia, dor abdominal e náuseas. Ao exame físico, observa-se hepatomegalia e colúria. Análises laboratoriais revelam aumento de bilirrubina direta e indireta, além de elevação das transaminases. O exame de imagem mais adequado para o diagnóstico inicial dessa condição é:

Alternativas

  1. A) endoscopia digestiva alta.
  2. B) ultrassonografia abdominal.
  3. C) ressonância magnética do abdome.
  4. D) tomografia computadorizada abdominopélvica

Pérola Clínica

Icterícia + dor abdominal + febre → Ultrassonografia abdominal é o exame inicial para diferenciar causas obstrutivas/não obstrutivas.

Resumo-Chave

Diante de um quadro de icterícia, dor abdominal e febre, a ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha. É um método não invasivo e de baixo custo que permite avaliar rapidamente a presença de dilatação das vias biliares, colelitíase ou outras causas de obstrução, além de fornecer informações sobre o parênquima hepático.

Contexto Educacional

A icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e mucosas devido ao acúmulo de bilirrubina, é um sinal clínico que exige investigação imediata. Quando acompanhada de dor abdominal, febre e náuseas, como no caso apresentado, sugere um processo inflamatório ou obstrutivo no sistema hepatobiliar. A presença de hepatomegalia e colúria, juntamente com elevação de bilirrubinas (direta e indireta) e transaminases, aponta para disfunção hepática ou colestase. Nesse cenário, a ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha e o mais adequado para o diagnóstico inicial. É um método não invasivo, amplamente disponível e eficaz na diferenciação entre causas obstrutivas e não obstrutivas de icterícia. A ultrassonografia permite avaliar o tamanho e a ecotextura do fígado, a presença de cálculos na vesícula biliar ou nas vias biliares, a dilatação dos ductos biliares e a presença de massas que possam estar comprimindo as vias biliares. A capacidade da ultrassonografia de identificar rapidamente a presença ou ausência de dilatação biliar é crucial para direcionar a investigação subsequente. Se houver dilatação, a causa obstrutiva é provável, e outros exames como a colangiorressonância (CPRM) ou a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) podem ser necessários para detalhamento e tratamento. Se não houver dilatação, a investigação se volta para causas hepatocelulares ou hemolíticas. Para o residente, dominar a indicação e interpretação da ultrassonografia abdominal é fundamental na abordagem da icterícia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados da ultrassonografia abdominal em casos de icterícia obstrutiva?

A ultrassonografia pode revelar dilatação das vias biliares intra e/ou extra-hepáticas, presença de cálculos na vesícula biliar ou no ducto colédoco, massas pancreáticas ou outras causas de compressão extrínseca da via biliar.

Como a ultrassonografia ajuda a diferenciar icterícia obstrutiva de não obstrutiva?

A presença de dilatação das vias biliares na ultrassonografia é o principal indicador de icterícia obstrutiva. Na ausência de dilatação, a icterícia é mais provavelmente de origem hepatocelular ou hemolítica, direcionando a investigação para outras causas.

Quando outros exames de imagem são indicados após a ultrassonografia?

Se a ultrassonografia sugerir obstrução biliar mas não identificar claramente a causa, ou se houver suspeita de lesões pancreáticas ou biliares complexas, exames como colangiorressonância (CPRM) ou tomografia computadorizada (TC) abdominopélvica podem ser indicados para detalhamento.

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