Anafilaxia Grave: Prioridade no Tratamento com Adrenalina

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023

Enunciado

Paciente 18 anos é admitido com quadro de urticária, edema labial e periorbital após picada por abelha. Ao exame físico encontra-se com estridor laríngeo importante associado a sinais de insuficiência respiratória. Qual das seguintes medidas deve ser priorizada no seu atendimento?

Alternativas

  1. A) Realizar infusão intravenosa de 1mg de adrenalina imediatamente.
  2. B) Realizar infusão intravenosa de Prometazina 50mg imediatamente.
  3. C) Realizar Infusão intravenosa de Hidrocortisona 500mg imediatamente.
  4. D) Realizar infusão intramuscular de 0,5mg de adrenalina imediatamente.

Pérola Clínica

Anafilaxia grave com comprometimento via aérea: Adrenalina IM 0,5mg (adulto) é a conduta prioritária e salvadora.

Resumo-Chave

Em casos de anafilaxia grave com comprometimento respiratório (estridor, insuficiência), a adrenalina intramuscular é a medida mais urgente e eficaz. Sua ação vasoconstritora e broncodilatadora reverte rapidamente os sintomas, sendo superior a anti-histamínicos ou corticoides como primeira linha.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após exposição a alérgenos como picadas de insetos, alimentos ou medicamentos. Sua incidência tem aumentado globalmente, sendo uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para evitar desfechos catastróficos. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas cutâneos, respiratórios, cardiovasculares e gastrointestinais, que podem progredir rapidamente. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, como histamina, leucotrienos e triptase, que causam vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e edema. A suspeita deve ser alta em pacientes com início súbito de sintomas multissistêmicos após exposição a um gatilho conhecido ou provável. A avaliação rápida da via aérea, respiração e circulação (ABC) é crucial para identificar o comprometimento orgânico. O tratamento prioritário e salvador da anafilaxia é a administração de adrenalina intramuscular, preferencialmente na face anterolateral da coxa, devido à sua rápida absorção e efeitos farmacológicos que revertem os sintomas. Anti-histamínicos e corticoides são terapias adjuvantes, mas não substituem a adrenalina. A remoção do agente causador, posicionamento adequado do paciente e suporte ventilatório e hemodinâmico são medidas complementares essenciais. A educação do paciente sobre autoaplicação de adrenalina (canetas autoinjetoras) e evitação de alérgenos é fundamental para a prevenção de futuras reações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de anafilaxia grave que exigem intervenção imediata?

Sinais de anafilaxia grave incluem comprometimento respiratório (estridor, broncoespasmo, dispneia), hipotensão, choque, angioedema de via aérea e colapso circulatório. A presença de qualquer um desses indica a necessidade urgente de tratamento.

Por que a adrenalina intramuscular é a primeira escolha no tratamento da anafilaxia?

A adrenalina intramuscular é a primeira escolha devido à sua rápida absorção e potente ação alfa e beta-adrenérgica, que promove vasoconstrição, broncodilatação, diminuição do edema e estabilização dos mastócitos, revertendo os sintomas de forma eficaz e rápida.

Qual a dose correta de adrenalina intramuscular para adultos em caso de anafilaxia?

A dose recomendada de adrenalina intramuscular para adultos é de 0,3 a 0,5 mg (0,3 a 0,5 mL da solução 1:1000), administrada na face anterolateral da coxa. A dose pode ser repetida a cada 5-15 minutos, se necessário, até a melhora dos sintomas ou chegada de suporte avançado.

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