S1Q3T3 no ECG: Diagnóstico e Manejo do TEP

HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 50 anos, admitida por dor torácica. Sinais vitais na admissão são: PA: 170x90 mmHg, FC: 110 bpm, FR: 32 irpm, SatO2 92%. O ECG encontra-se na imagem a seguir:Qual a alteração observada no ECG e qual a melhor conduta? 

Alternativas

  1. A) Supra de ST; Solicitar troponina.
  2. B) Alteração de repolarização ventricular; Solicitar Dímero D.
  3. C) ECG Normal; Medicar com dipirona 1 g via IV.
  4. D) S1Q3T3; Solicitar angiotomografia de tórax.
  5. E) S1Q3T3; Solicitar Dímero D.

Pérola Clínica

S1Q3T3 no ECG + dor torácica + dispneia = alta suspeita de TEP; solicitar Dímero D e angiotomografia.

Resumo-Chave

O padrão S1Q3T3 no ECG, caracterizado por onda S em D1, onda Q em D3 e onda T invertida em D3, é um achado sugestivo de Tromboembolismo Pulmonar (TEP), especialmente em pacientes com dor torácica e dispneia. A conduta inicial inclui a solicitação de Dímero D e, se indicado, angiotomografia de tórax.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de morte cardiovascular. O diagnóstico precoce é crucial, mas desafiador devido à inespecificidade dos sintomas e sinais. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta inicial importante na avaliação de pacientes com dor torácica e dispneia, embora seus achados no TEP sejam frequentemente inespecíficos. Um dos padrões eletrocardiográficos clássicos, embora pouco sensível e específico, associado ao TEP é o S1Q3T3. Este padrão é caracterizado por uma onda S proeminente na derivação D1, uma onda Q patológica na derivação D3 e uma onda T invertida na derivação D3. Ele reflete a sobrecarga aguda do ventrículo direito e a dilatação do átrio direito, que ocorrem devido ao aumento da resistência vascular pulmonar causada pelo êmbolo. Outros achados comuns no ECG de pacientes com TEP incluem taquicardia sinusal, bloqueio de ramo direito incompleto ou completo, e inversão de onda T nas derivações precordiais direitas (V1-V3). Diante da suspeita de TEP, especialmente com achados como o S1Q3T3 no ECG, a conduta deve ser rápida e direcionada. A solicitação do Dímero D é um exame sensível para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica. No entanto, se o Dímero D estiver elevado ou a probabilidade clínica for alta, a angiotomografia de tórax é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, visualizando diretamente o trombo nas artérias pulmonares. O residente deve estar apto a interpretar esses achados e seguir o fluxograma diagnóstico para garantir o manejo adequado e oportuno do TEP.

Perguntas Frequentes

O que significa o padrão S1Q3T3 no ECG?

O padrão S1Q3T3 no ECG é caracterizado pela presença de uma onda S proeminente na derivação D1, uma onda Q patológica na derivação D3 e uma onda T invertida na derivação D3. É um achado clássico, embora não exclusivo, de Tromboembolismo Pulmonar (TEP).

Quando devo suspeitar de TEP em um paciente com dor torácica?

Deve-se suspeitar de TEP em pacientes com dor torácica aguda, dispneia súbita, taquicardia, taquipneia, hipoxemia, e fatores de risco como imobilização prolongada, cirurgia recente, câncer, uso de estrogênios ou história prévia de trombose.

Qual a sequência de exames para investigar TEP?

A investigação de TEP geralmente começa com a avaliação da probabilidade clínica (escores como Wells ou Genebra). Se a probabilidade for baixa/intermediária, solicita-se Dímero D. Se Dímero D elevado ou probabilidade alta, o exame de imagem de escolha é a angiotomografia de tórax.

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