Admissão e Alta em UTI: Competência do Intensivista

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2018

Enunciado

Atualmente:

Alternativas

  1. A) A admissão e a alta em unidade de tratamento intensivo (UTI) são de atribuição e competência do médico intensivista, levando em consideração a indicação médica.
  2. B) A indicação de internação em UTI é do médico assistente do paciente. O intensivista deve acatar a indicação, a não ser que não haja vaga disponível.
  3. C) Não existe nenhuma regulamentação do CFM para internações em UTI, de modo que a indicação deve ser feita com a discussão clínica entre o intensivista e o médico assistente, prevalecendo, todavia a indicação do médico assistente.
  4. D) Visando evitar processos e questionamentos judiciais, a internação em CTI deve obedecer a uma prioridade temporal. Portanto, quando não houver disponibilidade imediatada vaga, uma escala de pedidos deve ser prontamente realizada, com registro de horário do pedido e ela deve ser rigorosamente seguida assim que as vagas forem surgindo.
  5. E) De acordo com as novas determinações do CFM, um paciente em fase terminal, classificado como fora de possibilidade terapêutica, não pode ser internado em UTI emnenhuma hipótese, devendo obrigatoriamente ser encaminhado para unidades intermediárias ou de cuidados paliativos.

Pérola Clínica

Admissão/alta UTI = atribuição do intensivista, considerando indicação médica e critérios clínicos.

Resumo-Chave

A decisão de internação e alta em UTI é de competência do médico intensivista, que avalia a necessidade do paciente com base em critérios clínicos e prognósticos, garantindo o uso adequado dos recursos e a segurança do paciente.

Contexto Educacional

As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são ambientes de alta complexidade, destinados a pacientes graves ou de risco que necessitam de monitorização contínua e suporte avançado de vida. A gestão desses leitos e a decisão sobre quem deve ser internado ou ter alta são cruciais para a otimização dos recursos e a qualidade do atendimento. O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece diretrizes claras sobre essas atribuições. A admissão e a alta de pacientes em UTI são de competência e atribuição do médico intensivista. Embora o médico assistente possa indicar a necessidade de UTI, a decisão final recai sobre o intensivista, que avalia os critérios de gravidade, prognóstico, reversibilidade da condição e a real necessidade de suporte intensivo, garantindo que o paciente certo esteja no lugar certo. Essa prerrogativa visa assegurar que os recursos da UTI sejam utilizados de forma ética e eficaz. É importante ressaltar que a decisão de não internar um paciente em UTI ou de dar alta não é arbitrária, mas baseada em critérios clínicos bem definidos e, muitas vezes, em discussões com a equipe multiprofissional e a família. Pacientes em fase terminal, por exemplo, podem ter indicação de cuidados paliativos em vez de internação em UTI, dependendo dos objetivos de cuidado estabelecidos. A prioridade é sempre o bem-estar e a dignidade do paciente.

Perguntas Frequentes

Quem decide a internação de um paciente na UTI?

A decisão final sobre a internação de um paciente na UTI é de atribuição e competência do médico intensivista, que avalia a indicação médica e os critérios clínicos para garantir o melhor cuidado.

Quais fatores são considerados na alta de um paciente da UTI?

A alta da UTI é determinada quando o paciente apresenta estabilidade clínica, não necessita mais de suporte intensivo e pode ser adequadamente cuidado em uma enfermaria ou outro nível de assistência.

Existe regulamentação do CFM sobre admissão em UTI?

Sim, o Conselho Federal de Medicina (CFM) possui resoluções que estabelecem as responsabilidades e competências do médico intensivista na admissão, permanência e alta de pacientes em unidades de terapia intensiva.

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