HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Paciente de 63 anos foi diagnosticada com hipertensão há três anos e recebe acompanhamento regular em sua Unidade Básica de Saúde. Recentemente, ela apresentou complicações devido à falta de adesão ao tratamento. Durante uma visita domiciliar realizada por um agente comunitário de saúde, foi observado que a paciente não estava tomando os medicamentos regularmente, além de não seguir as orientações de controle alimentar. Com base no princípio da orientação às necessidades de saúde, a conduta mais adequada a ser adotada é:
Falta de adesão ao tratamento → investigar concepções e barreiras do paciente para um plano de cuidado efetivo.
A não adesão ao tratamento é multifatorial. Antes de reforçar a prescrição, é crucial entender a perspectiva do paciente, suas crenças, medos e dificuldades, para então construir um plano terapêutico compartilhado e mais eficaz, conforme o princípio da orientação às necessidades.
A adesão ao tratamento é um pilar fundamental para o sucesso terapêutico, especialmente em doenças crônicas como a hipertensão arterial sistêmica. A não adesão, que pode ser primária (nunca iniciar) ou secundária (interromper ou não seguir corretamente), é um desafio global que impacta diretamente a morbidade, mortalidade e os custos em saúde. Compreender os fatores que influenciam a adesão é crucial para a prática médica e para a saúde pública. A abordagem da não adesão deve ir além da simples repreensão ou do reforço da prescrição. É essencial que o profissional de saúde, muitas vezes com o apoio do Agente Comunitário de Saúde, realize um diagnóstico das concepções do paciente sobre sua doença e tratamento. Isso inclui investigar suas crenças, medos, desinformações, expectativas e dificuldades práticas, como acesso a medicamentos ou horários. Ao entender a perspectiva do paciente, a equipe de saúde pode desenvolver estratégias personalizadas, como educação em saúde adaptada, simplificação do regime terapêutico, manejo de efeitos adversos e apoio psicossocial. Essa abordagem, centrada nas necessidades do paciente, não só melhora a adesão, mas também fortalece o vínculo terapêutico e promove a autonomia do indivíduo em seu processo de cuidado.
As causas são multifatoriais, incluindo falta de compreensão da doença e tratamento, efeitos colaterais, custo, esquecimento, crenças pessoais e barreiras socioeconômicas.
O ACS atua como elo entre a equipe de saúde e a comunidade, identificando barreiras, fornecendo informações claras, reforçando orientações e estimulando a participação do paciente no seu cuidado.
O cuidado centrado no paciente reconhece a individualidade, valores e preferências do paciente, promovendo uma relação de confiança e parceria que aumenta significativamente a probabilidade de adesão ao plano terapêutico.
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