UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Mulher de 58 anos, solteira e desempregada, tem um filho saudável. Seus dois irmãos são hipertensos, sendo um deles obeso e diabético, e o pai faleceu recentemente por acidente vascular encefálico. Procurou a APS com queixa de cefaleia e tonteira. Refere que não gosta de tomar remédios. Sabe que precisa fazer dieta e exercícios, mas não tem vontade para fazer nada desde a morte de seu pai. No exame físico, foi evidenciado IMC = 36 e PA = 160 x 90mmHg. Seus exames laboratoriais mostram colesterol elevado. Com base nesse caso, a estratégia mais adequada para garantir a adesão terapêutica e estimular o autocuidado é:
Adesão terapêutica ↑ com decisão compartilhada, escuta ativa e abordagem centrada no paciente.
A adesão terapêutica e o estímulo ao autocuidado são maximizados quando o paciente se sente parte do processo decisório. Esclarecer dúvidas, discutir alternativas e construir um plano de tratamento em conjunto, considerando o contexto psicossocial e as preferências do paciente, é fundamental para o sucesso a longo prazo.
A adesão terapêutica é um desafio complexo na prática clínica, especialmente em doenças crônicas como hipertensão, obesidade e dislipidemia, que exigem mudanças de estilo de vida e uso contínuo de medicamentos. Fatores psicossociais, como luto, desemprego e falta de vontade, podem impactar significativamente a capacidade do paciente de engajar-se no autocuidado. A abordagem na Atenção Primária à Saúde (APS) deve ser holística e centrada no paciente. A estratégia mais eficaz para promover a adesão e o autocuidado envolve a comunicação empática e a decisão compartilhada. Isso significa dedicar tempo para esclarecer todas as dúvidas do paciente sobre sua condição e as opções de tratamento, discutir os prós e contras de cada alternativa e, em conjunto, construir um plano terapêutico que seja realista e alinhado com as preferências, valores e contexto de vida do paciente. A escuta ativa e o reconhecimento das barreiras emocionais e sociais são cruciais. Simplesmente prescrever medicamentos ou referenciar a especialistas sem abordar as preocupações e a falta de motivação do paciente pode levar à não adesão. A construção de um vínculo de confiança e a capacitação do paciente para tomar decisões informadas sobre sua própria saúde são pilares para o sucesso a longo prazo no manejo de doenças crônicas e na promoção de um estilo de vida saudável.
A abordagem centrada no paciente envolve escuta ativa, compreensão das preocupações e valores do paciente, e a construção de um plano terapêutico em conjunto, aumentando o engajamento e a adesão.
Fatores incluem o regime medicamentoso complexo, falta de compreensão da doença, crenças negativas sobre medicamentos, barreiras socioeconômicas e falta de suporte social.
A equipe de saúde deve educar o paciente sobre sua condição, fornecer ferramentas para o manejo da doença, incentivar a tomada de decisões informadas e oferecer suporte contínuo para mudanças de estilo de vida.
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