UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Considere as estratégias seguintes:I. Estabelecer horários rígidos e com o máximo de tomadas ao dia.II. Desenvolver vínculo e confiança na relação com o paciente.III. Usar o esquema de tratamento mais simples possível. Assinale a alternativa que apresenta apenas estratégia(s) útil(eis) na PREVENÇÃO da não-adesão ao tratamento medicamentoso.
Adesão ao tratamento ↑ com vínculo médico-paciente e esquema terapêutico simplificado.
A adesão ao tratamento medicamentoso é crucial para o sucesso terapêutico e é otimizada por uma forte relação médico-paciente baseada em vínculo e confiança, além da simplificação do regime de medicação, reduzindo a frequência de doses e o número de medicamentos.
A não-adesão ao tratamento medicamentoso é um problema global de saúde pública, impactando negativamente os resultados clínicos, aumentando a morbidade e mortalidade, e elevando os custos de saúde. A adesão é definida como a extensão em que o comportamento de uma pessoa (tomar medicação, seguir dieta, mudar estilo de vida) corresponde às recomendações acordadas de um profissional de saúde. Diversas estratégias podem ser empregadas para prevenir a não-adesão. Uma das mais importantes é o desenvolvimento de um vínculo e confiança sólidos na relação com o paciente. Uma comunicação empática, clara e bidirecional, onde o paciente se sente parte do processo decisório, aumenta seu engajamento e motivação para seguir o tratamento. A educação do paciente sobre sua condição e a importância da medicação também é crucial. Outra estratégia fundamental é a simplificação do esquema de tratamento. Regimes complexos, com múltiplos medicamentos e horários rígidos ou frequentes (muitas tomadas ao dia), são barreiras significativas à adesão. Sempre que possível, deve-se optar por esquemas com menor número de doses diárias e menor quantidade de comprimidos. A personalização do tratamento, considerando a rotina e as preferências do paciente, também contribui para uma melhor adesão.
A adesão é influenciada por fatores relacionados ao paciente (crenças, conhecimento), à doença (sintomas, cronicidade), ao tratamento (complexidade, efeitos adversos), ao sistema de saúde (acesso, relação médico-paciente) e a fatores socioeconômicos.
Regimes de tratamento mais simples, com menor número de doses diárias e menos medicamentos, reduzem a carga sobre o paciente, diminuem a chance de esquecimento e facilitam a integração da medicação na rotina diária, melhorando a adesão.
Um vínculo de confiança e uma comunicação eficaz entre médico e paciente são fundamentais. Quando o paciente se sente ouvido e compreende a importância do tratamento, ele se torna mais engajado e propenso a seguir as orientações.
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