HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Sr. Antônio, 55 anos é diabético, hipertenso e usa diariamente os seguintes medicamentos: Anlodipina 10mg (1/dia), Enalapril 20mg (2/dia), Hidroclorotiazida (25mg- 1/dia), AAS (lOOmg -1/dia), Metiformina (500 mg-3/dia). Hoje, pela manha ela chegou à UAPS com a PA 200/100mmHg e durante a consulta relata ter medo de tornar-se dependente destes medicamentos, portanto não os toma diariamente. Marque a resposta correta:
Baixa adesão medicamentosa exige abordagem motivacional e empática, focando nas crenças e medos do paciente.
A não adesão ao tratamento é um problema comum em doenças crônicas, influenciado por múltiplos fatores como crenças, medos, complexidade do regime e efeitos adversos. A abordagem deve ser centrada no paciente, utilizando técnicas de entrevista motivacional para entender suas preocupações e construir um plano terapêutico compartilhado.
A adesão ao tratamento, especialmente em doenças crônicas como diabetes e hipertensão, é um pilar fundamental para o sucesso terapêutico e a prevenção de complicações. A não adesão é um desafio global, com taxas que variam e impactam negativamente a saúde pública e os sistemas de saúde. Compreender os fatores que influenciam a adesão é crucial para qualquer profissional de saúde. A fisiopatologia da não adesão não é biológica, mas sim psicossocial e comportamental. Fatores como a complexidade do regime medicamentoso (polifarmácia, múltiplas doses), custo, efeitos adversos, falta de compreensão da doença e do tratamento, e crenças pessoais (como o medo de dependência, presente no caso) são barreiras comuns. O diagnóstico da não adesão é feito pela escuta ativa e pela observação de resultados clínicos insatisfatórios. A conduta mais eficaz para melhorar a adesão envolve uma abordagem centrada no paciente, utilizando técnicas de comunicação como a entrevista motivacional. Esta permite ao profissional explorar as preocupações do paciente, fortalecer sua autoeficácia e construir um plano de tratamento compartilhado e realista. Não se trata de "convencer" o paciente, mas de empoderá-lo para tomar decisões informadas sobre sua saúde, resultando em melhor prognóstico e qualidade de vida.
As causas são multifatoriais, incluindo falta de compreensão, medo de efeitos colaterais ou dependência, complexidade do regime, custo, esquecimento e crenças pessoais sobre a doença ou medicação.
A entrevista motivacional ajuda a identificar e abordar as preocupações do paciente, fortalecer sua motivação intrínseca para a mudança e construir um plano de tratamento que seja realista e alinhado com seus valores.
A equipe deve educar o paciente, simplificar o regime medicamentoso quando possível, oferecer suporte contínuo, monitorar a adesão e adaptar o tratamento conforme as necessidades e preferências do paciente.
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