UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2018
Nordestina de 56 anos, desde que foi morar em área de risco da cidade do Rio de Janeiro, há dois anos, apresenta hipertensão. Está em acompanhamento na UBS e gosta da equipe que a atende. Ela é muito religiosa e costuma tomar remédios caseiros. Quanto aos fatores que interferem na adesão ao tratamento, é CORRETO afirmar que:
Crenças culturais/religiosas e compreensão do processo saúde-doença influenciam fortemente a adesão ao tratamento.
A adesão ao tratamento é um processo complexo influenciado por múltiplos fatores, incluindo aspectos individuais (crenças, autoestima), sociais (apoio familiar), econômicos e culturais/religiosos. Ignorar esses fatores pode comprometer o sucesso terapêutico, especialmente em doenças crônicas como a hipertensão.
A adesão ao tratamento é um desafio global na saúde, especialmente em doenças crônicas como a hipertensão. Ela se refere ao grau em que o comportamento de uma pessoa corresponde às recomendações acordadas com um profissional de saúde. A não adesão é uma das principais causas de falha terapêutica e piora de desfechos. Diversos fatores influenciam a adesão, incluindo características da doença (assintomática, complexidade do regime), do tratamento (efeitos adversos, custo), do sistema de saúde (acesso, relação profissional-paciente), e do paciente. Os fatores do paciente são cruciais e abrangem aspectos socioeconômicos, psicológicos, culturais e religiosos. Para melhorar a adesão, é fundamental uma abordagem centrada no paciente, que inclua escuta ativa, comunicação clara, educação em saúde e a construção de um projeto terapêutico singular. Respeitar e incorporar as crenças culturais e religiosas do paciente, quando possível, ou negociar um plano que minimize conflitos, é essencial para o sucesso do tratamento e para uma prática médica humanizada.
Fatores individuais incluem a compreensão da doença, crenças pessoais sobre saúde e doença, autoestima, estado emocional (desânimo) e a percepção dos benefícios e riscos do tratamento. A comunicação eficaz é fundamental para abordar esses pontos.
Crenças religiosas podem levar à preferência por tratamentos alternativos, recusa de certos procedimentos (ex: transfusão de sangue) ou à crença de que a cura depende apenas da fé, impactando a adesão à medicina convencional. O respeito e o diálogo são cruciais.
Um projeto terapêutico singular (PTS) é um plano de cuidado construído em conjunto com o paciente, considerando suas necessidades, valores e contexto. Ele aumenta a adesão ao promover o protagonismo do paciente e a adequação do tratamento à sua realidade.
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