FESP - Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (TO) — Prova 2018
A não adesão de um paciente a uma terapêutica eficaz de qualquer tipo de patologia pode frustrar os objetivos tanto do médico quanto do paciente. Se o médico desconhece a não adesão do paciente poderá atribuir equivocadamente o resultado insuficiente há uma falha terapêutica ou a um diagnóstico incorreto. Diante desse exposto, o médico de família deve utilizar estratégias para melhorar a adesão dos pacientes já no início do tratamento. Assinale a alternativa em que se encontram apenas estratégias de prevenção para a adesão terapêutica.
Adesão terapêutica ↑ com vínculo, tratamento simples, instruções claras e repetição pelo paciente.
A adesão ao tratamento é crucial para o sucesso terapêutico. Estratégias eficazes incluem construir um bom vínculo médico-paciente, simplificar o esquema medicamentoso, fornecer instruções claras e objetivas, e verificar a compreensão do paciente através da repetição.
A adesão terapêutica é um pilar fundamental para o sucesso de qualquer intervenção médica. A não adesão, que pode ser intencional ou não intencional, é um problema global que compromete a eficácia dos tratamentos, aumenta a morbidade e mortalidade, e gera custos adicionais ao sistema de saúde. Para o médico, especialmente na atenção primária, reconhecer e intervir sobre a não adesão é tão importante quanto o diagnóstico e a prescrição. A fisiopatologia da não adesão é multifatorial, envolvendo aspectos do paciente (conhecimento, crenças, recursos), da doença (sintomas, cronicidade), do tratamento (complexidade, efeitos adversos) e do sistema de saúde (acessibilidade, relação médico-paciente). O desenvolvimento de um vínculo de confiança é a base para uma comunicação eficaz. Instruções claras, concisas e explícitas sobre o propósito, a duração e a forma de uso do tratamento são cruciais. Estratégias para melhorar a adesão incluem a simplificação do regime terapêutico, o uso de linguagem acessível, a verificação da compreensão do paciente (método "teach-back"), o estabelecimento de metas realistas e o acompanhamento contínuo. O médico de família, por sua posição privilegiada de longitudinalidade e integralidade do cuidado, tem um papel central na identificação de barreiras e na implementação de intervenções para promover a adesão, otimizando os resultados de saúde para seus pacientes.
Fatores incluem complexidade do regime terapêutico, efeitos adversos, falta de compreensão sobre a doença e o tratamento, custo dos medicamentos, barreiras de comunicação e falta de confiança na relação médico-paciente.
O médico pode simplificar o esquema reduzindo o número de medicamentos, a frequência das doses, combinando fármacos em uma única pílula, e adaptando o tratamento à rotina e às preferências do paciente sempre que possível.
A repetição das instruções pelo paciente (teach-back method) é uma estratégia eficaz para verificar a compreensão, identificar mal-entendidos e reforçar as informações, garantindo que o paciente saiba como e por que seguir o tratamento.
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