Prova 2025
Um paciente de 45 anos apresenta uma ferida infectada no antebraço com presença de secreção purulenta. Na análise histopatológica das margens da lesão, observa-se um grande número de leucócitos aderidos firmemente à superfície interna dos vasos sanguíneos, antes de atravessarem a parede vascular em direção ao foco infeccioso. Esse fenômeno de parada e adesão estável dos leucócitos ao endotélio, essencial para a resposta inflamatória aguda, depende diretamente de qual mecanismo molecular?
Pacientes com Deficiência de Adesão Leucocitária (LAD) possuem defeitos nas integrinas. O resultado clínico clássico é a ausência de formação de pus (pois os neutrófilos não saem do vaso) e infecções bacterianas recorrentes.
A resposta inflamatória aguda exige o recrutamento eficiente de leucócitos do sangue para o local da lesão ou infecção. Esse processo ocorre em uma sequência coordenada conhecida como cascata de adesão: rolamento, ativação, adesão estável e diapedese. A adesão firme é o ponto crítico onde o leucócito interrompe seu movimento translacional. Este fenômeno é mediado pela interação entre integrinas (como LFA-1 e VLA-4) expressas nos leucócitos e seus ligantes (ICAM-1 e VCAM-1) no endotélio ativado por citocinas (TNF e IL-1). Defeitos genéticos nessas moléculas resultam na Síndrome de Deficiência de Adesão Leucocitária (LAD), caracterizada por infecções bacterianas recorrentes e ausência de formação de pus.
As quimiocinas produzidas no local da lesão ligam-se a receptores no leucócito, enviando um sinal 'de dentro para fora' que muda a forma da integrina para uma configuração de alta afinidade.
O ICAM-1 (Intercellular Adhesion Molecule-1) está localizado na membrana das células endoteliais.
Para que o leucócito consiga resistir à força de cisalhamento do fluxo sanguíneo e iniciar a transmigração entre as células endoteliais.
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