AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Sobre doença renal crônica em estado terminal, assinale a alternativa correta.
Adequação da hemodiálise depende de fatores do tratamento (duração, fluxos) e do paciente (tamanho).
A adequação da hemodiálise é um conceito fundamental para garantir a remoção eficaz de toxinas e o bem-estar do paciente. Ela é avaliada por parâmetros como o Kt/V, que considera a depuração (K), o tempo da sessão (t) e o volume de distribuição da ureia (V), este último relacionado ao tamanho do paciente.
A Doença Renal Crônica (DRC) em estado terminal (DRCT) é caracterizada pela perda irreversível da função renal, exigindo terapia de substituição renal (TSR) para manter a vida. As principais modalidades de TSR são a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante renal. A escolha da modalidade depende de diversos fatores, incluindo condições clínicas do paciente, comorbidades, preferência do paciente e disponibilidade de recursos. A adequação da diálise é crucial para o controle dos sintomas urêmicos e a melhora da qualidade de vida. A indicação de TSR geralmente ocorre quando a taxa de filtração glomerular (TFG) é inferior a 15 mL/min/1,73m², ou na presença de sintomas urêmicos refratários, sobrecarga de volume, hipercalemia ou acidose metabólica. A hemodiálise é a modalidade mais comum, e sua adequação é avaliada principalmente pelo índice Kt/V, que reflete a remoção de ureia. O K representa a depuração do dialisador, t é o tempo da sessão e V é o volume de distribuição da ureia no paciente. Portanto, a duração da sessão, os fluxos de sangue e dialisato, e o tamanho do paciente (que determina V) são determinantes para a eficácia do tratamento. O acesso vascular é um pilar da hemodiálise, sendo a fístula arteriovenosa (FAV) o acesso de escolha devido à menor morbidade. Cateteres venosos centrais são utilizados como ponte ou em casos de impossibilidade de FAV, mas apresentam maior risco de infecção e estenose. O transplante renal é a melhor opção para muitos pacientes, oferecendo melhor qualidade de vida e sobrevida, mas é limitado pela disponibilidade de órgãos e pelos critérios de elegibilidade, que têm se expandido para incluir pacientes mais idosos e com comorbidades, desde que bem controladas.
A terapia de substituição renal (diálise ou transplante) é geralmente indicada quando a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) cai abaixo de 15 mL/min/1,73m², ou mais precocemente se houver sintomas urêmicos graves, sobrecarga de volume refratária, hipercalemia persistente ou acidose metabólica grave.
A fístula arteriovenosa (FAV) é o acesso vascular preferencial para hemodiálise crônica devido à sua menor taxa de infecção e trombose, maior durabilidade e melhor fluxo sanguíneo, resultando em diálise mais eficaz. Cateteres venosos centrais são usados para acesso temporário ou quando a FAV não é possível.
A adequação da hemodiálise é influenciada por fatores relacionados ao tratamento, como a duração da sessão, o fluxo sanguíneo do dialisador e o fluxo do dialisato, e por fatores relacionados ao paciente, como o volume de distribuição da ureia (que depende do tamanho e peso corporal) e a presença de função renal residual.
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