UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
O teste de Papanicolau, também conhecido como exame de prevenção do câncer do colo uterino, é de grande importância por diagnosticar lesões pré-malignas que, se tratadas adequadamente, podem chegar a quase 100% de cura, evitando assim o aparecimento do câncer do colo e suas terríveis consequências para a paciente, além de proporcionar menor custo para os serviços públicos, com os prolongados tratamentos oncológicos. O teste de Papanicolau do colo uterino tem sensibilidade de 50%. Já o preparo em meio líquido aumenta essa sensibilidade para 80%. O exame de citologia oncótica do colo uterino é considerado adequado quando contém um ou mais dos seguintes elementos: I. células metaplásicas. II. células intermediárias. III. micro-organismos da flora vaginal. IV. células endocervicais. Assinale a alternativa CORRETA:
Papanicolau adequado = presença de células endocervicais e/ou metaplásicas, indicando coleta da zona de transformação.
Para que um exame de Papanicolau seja considerado adequado para avaliação da zona de transformação (onde a maioria das lesões pré-malignas e malignas se origina), é essencial a presença de células endocervicais e/ou metaplásicas. A presença de células intermediárias ou micro-organismos da flora vaginal não são critérios de adequabilidade para a coleta da junção escamocolunar, embora sejam achados comuns no esfregaço.
O teste de Papanicolau, ou citologia oncótica do colo uterino, é uma ferramenta fundamental na prevenção secundária do câncer de colo uterino. Sua eficácia reside na capacidade de detectar alterações celulares pré-malignas (displasias) antes que progridam para câncer invasivo, permitindo tratamento precoce e com altas taxas de cura. A sensibilidade do método tradicional pode ser limitada, mas avanços como a citologia em meio líquido têm melhorado sua acurácia diagnóstica. Para que o exame seja confiável, a amostra coletada deve ser representativa. A adequabilidade do Papanicolau é um critério crucial para sua interpretação. Um esfregaço é considerado adequado quando contém células da junção escamocolunar, a área de transição entre o epitélio escamoso do ectocérvice e o epitélio glandular do endocérvice, onde a maioria das lesões se desenvolve. A presença de células endocervicais e/ou metaplásicas no esfregaço é o principal indicador de que a zona de transformação foi adequadamente amostrada. Células intermediárias e micro-organismos da flora vaginal são achados comuns, mas não são critérios de adequabilidade para a avaliação da junção escamocolunar. A ausência de células da zona de transformação pode levar a um resultado falso-negativo, atrasando o diagnóstico e o tratamento de lesões importantes. Portanto, a qualidade da coleta é tão importante quanto a interpretação laboratorial para a eficácia do rastreamento.
Um Papanicolau é considerado adequado quando há representação da zona de transformação, evidenciada pela presença de células endocervicais e/ou células metaplásicas. Isso garante que a área de maior risco para o desenvolvimento de lesões foi amostrada.
Essas células indicam que a coleta atingiu a junção escamocolunar, também conhecida como zona de transformação, que é o local onde a maioria das lesões pré-malignas e malignas do colo uterino se originam. Sua ausência pode indicar uma coleta inadequada.
Sim, a sensibilidade do Papanicolau tradicional é de cerca de 50%, mas pode ser aumentada para aproximadamente 80% com o uso do preparo em meio líquido. Essa técnica melhora a qualidade da amostra e a detecção de anormalidades.
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