Adenose Microglandular: Diagnóstico Histopatológico e Imuno-histoquímico

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022

Enunciado

“(...) é caracterizada por proliferação anárquica de dúctulos compostos somente por células epiteliais, em meio a tecido adiposo e estroma mamário, sem reação estromal. Esses dúctulos têm contornos arredondados, não apresentam células mioepiteliais, embora exista camada basal, e as células que os revestem são cuboidais, pequenas, sem atipias significativas. A luz apresenta secreção eosinofílica densa. A forma atípica da lesão apresenta atipias citológicas e/ou arquiteturais. No estudo imunoistoquímico, as células epiteliais são negativas para receptores de estrogênio e progesterona, não expressam HER2 e são positivas para proteína S100. (...)" A descrição histológica acima diz respeito à:

Alternativas

  1. A) Hiperplasia ductal atípica.
  2. B) Atipia epitelial plana.
  3. C) Adenose microglandular. 
  4. D) Esferulose colagênica. 
  5. E) Hiperplasia sem atipias.

Pérola Clínica

Adenose microglandular = proliferação ductular sem mioepiteliais, S100+, RE/RP/HER2-.

Resumo-Chave

A adenose microglandular é uma lesão mamária proliferativa benigna, mas com potencial de progressão para carcinoma. Sua característica histológica distintiva é a proliferação de dúctulos sem camada mioepitelial, mas com membrana basal, e a positividade para proteína S100 na imuno-histoquímica, diferenciando-a de outras lesões.

Contexto Educacional

A adenose microglandular (AMG) é uma lesão proliferativa benigna da mama que, apesar de sua natureza benigna, possui características histológicas e imuno-histoquímicas peculiares que a tornam um desafio diagnóstico e um tema relevante para residentes. Sua importância reside no fato de que, embora não seja um carcinoma, pode ser precursora ou estar associada a carcinomas invasivos, especialmente o carcinoma tubular. Histologicamente, a AMG se destaca pela proliferação de pequenos dúctulos que se infiltram no estroma e tecido adiposo, sem a camada de células mioepiteliais que normalmente circunda os ductos mamários. Contudo, a presença de uma membrana basal intacta e a ausência de atipias citológicas significativas na maioria dos casos a distinguem do carcinoma invasivo. A imuno-histoquímica é fundamental para a confirmação, com a positividade para a proteína S100 e a negatividade para marcadores de carcinoma como RE, RP e HER2, sendo um perfil característico. O reconhecimento da AMG é vital para evitar diagnósticos errados e para o manejo adequado da paciente. Residentes devem estar atentos às suas características para diferenciá-la de lesões malignas, como o carcinoma tubular, que também pode apresentar estruturas ductulares bem formadas. O acompanhamento clínico é recomendado, especialmente para as variantes atípicas, devido ao seu potencial de progressão.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características histológicas da adenose microglandular?

A adenose microglandular é caracterizada por proliferação anárquica de dúctulos pequenos, arredondados, sem camada mioepitelial (mas com membrana basal intacta), células cuboidais sem atipias e secreção eosinofílica densa na luz.

Qual o papel da imuno-histoquímica no diagnóstico da adenose microglandular?

A imuno-histoquímica é crucial, mostrando positividade para proteína S100 e negatividade para receptores de estrogênio, progesterona e HER2, o que ajuda a diferenciá-la de outras lesões mamárias, incluindo carcinomas.

A adenose microglandular tem potencial de malignidade?

Embora seja uma lesão benigna, a adenose microglandular é considerada uma lesão de risco, com potencial de progressão para carcinoma, especialmente em suas formas atípicas, exigindo acompanhamento.

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