Adenose Esclerosante: Risco de Câncer de Mama e Manejo

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Dentre as patologias mamárias benignas descritas abaixo, qual apresenta fator de risco para câncer de mama?

Alternativas

  1. A) Adenose esclerosante.
  2. B) Fibroadenoma simples.
  3. C) Cisto mamário.
  4. D) Ectasiaductal.

Pérola Clínica

Adenose esclerosante = patologia mamária benigna com ↑ risco para câncer de mama.

Resumo-Chave

A adenose esclerosante é uma lesão proliferativa benigna da mama que, embora não seja maligna, está associada a um pequeno aumento do risco de desenvolvimento de câncer de mama, especialmente se houver atipias associadas.

Contexto Educacional

As patologias mamárias benignas são extremamente comuns e a maioria não confere risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama. No entanto, algumas lesões proliferativas, como a adenose esclerosante, são reconhecidas como fatores de risco. A adenose esclerosante é uma proliferação benigna de ductos e lóbulos mamários com distorção e esclerose do estroma, podendo mimetizar lesões malignas na imagem. É fundamental diferenciar as lesões mamárias benignas em não proliferativas (cistos, ectasia ductal, fibroadenoma simples), proliferativas sem atipia (adenose esclerosante, hiperplasia ductal usual, papiloma intraductal) e proliferativas com atipia (hiperplasia ductal atípica, hiperplasia lobular atípica, carcinoma lobular in situ). O risco de câncer de mama aumenta progressivamente nessas categorias. A adenose esclerosante, embora benigna, está associada a um risco relativo de câncer de mama de aproximadamente 1,5 a 2 vezes em comparação com a população geral. O diagnóstico é histopatológico e, na ausência de atipias, o manejo geralmente envolve acompanhamento clínico e radiológico. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes dessas distinções para um aconselhamento e manejo adequados das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais patologias mamárias benignas aumentam o risco de câncer de mama?

Lesões proliferativas sem atipia (como hiperplasia ductal usual, adenose esclerosante, papiloma intraductal) e, principalmente, lesões proliferativas com atipia (como hiperplasia ductal atípica, hiperplasia lobular atípica, carcinoma lobular in situ) aumentam o risco de câncer de mama.

Como a adenose esclerosante é diagnosticada?

A adenose esclerosante pode se manifestar como uma massa palpável ou ser um achado incidental em mamografias (microcalcificações) ou biópsias. O diagnóstico definitivo é histopatológico.

Qual o manejo da adenose esclerosante?

Geralmente, a adenose esclerosante não requer tratamento específico além da excisão diagnóstica se houver suspeita ou atipia. O acompanhamento é importante devido ao leve aumento do risco de câncer de mama.

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