UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Mulher, 48 anos, G3 P2, duas cesarianas, refere dismenorreia e hipermenorreia com coágulos. Ultrassonografia revela útero 90 x 58 x 54 mm, miometrio heterogêneo, dois miomas – um de 20 mm, intramural em parede anterior, outro de 40 mm em parede posterior, subseroso. Ecoendometrial de 6 mm. Ovários normais. À vista destes dados, o diagnóstico possivel para o quadro clinico da paciente é:
Adenomiose = útero aumentado + miométrio heterogêneo + dismenorreia/hipermenorreia.
A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico no miométrio, causando aumento uterino difuso e heterogeneidade miometrial na ultrassonografia. Sintomas comuns incluem dismenorreia intensa e hipermenorreia, que se encaixam perfeitamente no quadro da paciente.
A adenomiose uterina é uma condição ginecológica comum, caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, especialmente multíparas na perimenopausa, e é uma causa significativa de sangramento uterino anormal e dor pélvica crônica, impactando a qualidade de vida das pacientes. A fisiopatologia envolve a invasão do endométrio basal no miométrio, levando a uma reação inflamatória e hipertrofia do músculo liso uterino. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pela clínica (dismenorreia e hipermenorreia) e confirmado por exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar um útero globoso, miométrio heterogêneo e, por vezes, cistos miometriais. A ressonância magnética pélvica é o exame de maior acurácia para o diagnóstico. O tratamento da adenomiose varia de acordo com a gravidade dos sintomas e o desejo de fertilidade da paciente. Opções incluem analgésicos, terapia hormonal (progestágenos, DIU hormonal, análogos de GnRH) para controle dos sintomas, e em casos refratários ou quando a fertilidade não é mais desejada, a histerectomia é o tratamento definitivo. É crucial diferenciar a adenomiose de outras causas de sangramento uterino anormal e dor pélvica, como miomas e pólipos.
Os principais sintomas da adenomiose uterina incluem dismenorreia intensa (dor menstrual), hipermenorreia (sangramento menstrual excessivo) e, por vezes, dor pélvica crônica.
A ultrassonografia transvaginal pode revelar achados sugestivos de adenomiose, como útero aumentado de volume, miométrio heterogêneo, cistos miometriais e espessamento assimétrico das paredes uterinas.
A adenomiose é a presença de tecido endometrial dentro do miométrio, causando um aumento difuso do útero. Miomas são tumores benignos de músculo liso que formam nódulos distintos no útero. Ambos podem coexistir e causar sintomas semelhantes.
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