Adenomiose: Definição, Sintomas e Diagnóstico

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

A adenomiose foi referida no passado como cystosarcoma adenoids uterinum. Na maioria das mulheres, os primeiros sintomas podem surgir na adolescência e permanecer na menacme. Em geral, o diagnóstico é feito por achados de histopatologia de peças cirúrgicas. A adenomiose caracteriza-se por

Alternativas

  1. A) ser uma condição maligna do útero.
  2. B) apresentar estroma e glândulas endometriais situadas ectopicamente no miométrio.
  3. C) ser mais comum em nulíparas do que em multíparas.
  4. D) apresentar glândulas endometriais no colo uterino, nas tubas e nos ovários.

Pérola Clínica

Adenomiose = presença de glândulas e estroma endometrial no miométrio.

Resumo-Chave

A adenomiose é uma condição ginecológica benigna caracterizada pela invasão de tecido endometrial (glândulas e estroma) no miométrio. Isso leva a um espessamento difuso do útero e pode causar sintomas como menorragia, dismenorreia e dor pélvica crônica.

Contexto Educacional

A adenomiose é uma condição ginecológica benigna, mas frequentemente debilitante, caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Embora a etiologia exata seja desconhecida, teorias sugerem invaginação do endométrio basal para o miométrio. É uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas na perimenopausa, embora possa surgir na adolescência e persistir na menacme. Sua importância clínica reside nos sintomas que causa e no impacto na qualidade de vida das pacientes. A fisiopatologia da adenomiose envolve a invasão do miométrio pelo tecido endometrial, que responde aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, resultando em sangramento e inflamação dentro da parede uterina. Isso leva a hipertrofia e hiperplasia do miométrio adjacente, causando um útero aumentado e difusamente espessado. Os sintomas mais comuns são menorragia (sangramento menstrual intenso e prolongado), dismenorreia severa e dor pélvica crônica. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética, que mostram achados característicos como o "sinal do ponto de interrogação" ou zonas juncionais espessadas. O tratamento da adenomiose varia de acordo com a gravidade dos sintomas e o desejo de fertilidade da paciente. Opções incluem analgésicos para dor, terapias hormonais (como progestagênios, DIU hormonal de levonorgestrel) para controlar o sangramento e a dor, e em casos refratários ou quando a fertilidade não é mais desejada, a histerectomia é o tratamento definitivo. É crucial diferenciar a adenomiose da endometriose, pois, embora ambas envolvam tecido endometrial ectópico, suas localizações e abordagens terapêuticas podem diferir.

Perguntas Frequentes

O que é adenomiose e como ela se diferencia da endometriose?

Adenomiose é a presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio (parede muscular do útero), enquanto endometriose é a presença desse tecido fora do útero, em outras localizações pélvicas ou abdominais.

Quais são os principais sintomas da adenomiose?

Os sintomas mais comuns incluem menorragia (sangramento menstrual intenso e prolongado), dismenorreia (cólicas menstruais severas) e dor pélvica crônica. Pode haver também dispareunia e infertilidade.

Como é feito o diagnóstico definitivo da adenomiose?

O diagnóstico definitivo é histopatológico, através da análise de peças cirúrgicas (histerectomia). No entanto, o diagnóstico clínico é fortemente sugerido por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética, que mostram um útero aumentado e heterogêneo.

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