HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Adenomiose é doença uterina prevalente entre as mulheres, frequentemente associada a sintomas como dismenorréia e sangramento uterino anormal. Em relação aos achados histológicos da adenomiose é frequente a observação de:
Adenomiose = glândulas e estroma endometrial ectópicos no miométrio, ≥ 2,5 mm da junção endométrio-miométrio.
A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico (glândulas e estroma) infiltrado no miométrio. O diagnóstico histológico requer que esse tecido esteja a uma profundidade mínima de 2,5 mm da junção endométrio-miométrio, causando hipertrofia e hiperplasia das fibras musculares lisas circundantes.
A adenomiose é uma condição ginecológica prevalente, caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico (glândulas e estroma) infiltrado no miométrio, a camada muscular do útero. Essa invasão do miométrio pelo endométrio basal leva a uma reação hiperplásica e hipertrófica das fibras musculares lisas circundantes, resultando em um útero aumentado e, muitas vezes, globoso. Os achados histológicos são o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo da adenomiose, geralmente obtidos após histerectomia. A característica essencial é a identificação de glândulas endometriais e estroma endometrial dentro do miométrio, a uma profundidade de pelo menos 2,5 mm da junção endométrio-miométrio. Essa invasão pode ser focal ou difusa. Clinicamente, a adenomiose está frequentemente associada a dismenorreia severa, sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia) e dor pélvica crônica, impactando significativamente a qualidade de vida das mulheres. Para o residente, é fundamental reconhecer a adenomiose como uma entidade distinta da endometriose, embora possam coexistir. Compreender sua fisiopatologia e os critérios histológicos é crucial para o diagnóstico correto e para a escolha do manejo adequado, que pode variar de tratamentos hormonais e sintomáticos a intervenções cirúrgicas como a histerectomia, especialmente em casos refratários ou quando a paciente já tem prole completa.
A adenomiose é definida pela presença de glândulas e estroma endometrial benignos dentro do miométrio, a uma profundidade de pelo menos 2,5 mm da junção endométrio-miométrio, frequentemente acompanhada de hipertrofia do miométrio adjacente.
Os sintomas mais comuns incluem dismenorreia (dor menstrual intensa), sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia) e, em alguns casos, dor pélvica crônica e infertilidade.
Ambas envolvem tecido endometrial ectópico, mas na adenomiose, o tecido está dentro da parede muscular do útero (miométrio), enquanto na endometriose, o tecido está fora do útero, em locais como ovários, peritônio ou outros órgãos.
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